Alguma coisa quebra no nosso cérebro quando somos brasileiros por tempo demais. Por exemplo, eu acho o título Down O Elevador da Morte óbvio, clichê e simplesmeente terrível. Penso a mesma coisa de títulos como Corra que a Polícia Vem Aí. Porém, nestas mais de quatro décadas preso neste país dos infernos, fui treinado pelas distribuidoras brasileiras que, quanto pior é o título nacional de um filme, mais chances tenho de gostar dele. Assim, não podia perder a chance de assistir a algo que traduz o russo Vniz (para baixo) como O Elevador da Morte, certo? Com isso esclarecido, vamos falar deste elevador e da morte que ele traz.
CRÍTICA DOWN O ELEVADOR DA MORTE
Não é apenas o nome. A sinopse também é muito minha geleia. No dia do casamento de dois jovens bonitos, eles ficam presos no elevador de uma torre com um desconhecido que quer vingança. Vingança pelo quê? Bom, para saber isso você vai precisar assistir. Passemos então a uma listinha de coisas que ele tem de legal, e que faz muito bem.
É um filme de terror tenso e claustrofóbico, daqueles que se passa quase completamente em um lugar confinado. Aliás, um elevador, por maior e mais luxuoso que seja, provavelmente está entre os menores lugares possíveis para um filme. Obviamente, ele também não tem traço algum de sobrenatural. São, na maior parte do tempo, três atores. As duas vítimas e o vilão. Todas as tensões que acontecem aí derivam da relação entre eles, de seus diálogos e suas ações. Muito legal.
PARA CIMA – TUDO, ATÉ UM ELEVADOR, TEM OUTRO LADO
O lado negativo é que o roteiro é muito óbvio. Logo no início, a moçoila fala para o moçoilo que tem uma surpresa para ele, que vai contar na lua de mel e que ele vai surtar ao saber. É bem claro do que se trata, não é? Mais sem graça ainda é quando justamente este segredo é revelado no final, gerando uma consequência que me deu vontade de sair do cinema. Mas a cabine foi virtual, então estava na frente do meu computador. No máximo, conseguiria fechar a tampa do note.
Aliás, também tenho reclamações com as legendas. O Elevador da Morte é um longa russo, falado em russo. Eu não falo russo, então dependia das legendas. Infelizmente, uma grande quantidade de falas do filme simplesmente não foi legendada, e em outra parte as legendas aparecem rapidamente apenas depois de os personagens terminarem de falar. É o tipo de coisa que eu diria que foi um problema na cabine, mas considerando que assisti ao filme digital, e ele vai sair dois dias depois no canal Adrenalina Pura+, acho bem provável que seja simplesmente o mesmo arquivo, com todas as peculiaridades. Então dá para entender, claro, mas não é uma experiência perfeita.
Down O Elevador da Morte começa bem, mas assim como Far Cry 3, comete o erro de tirar seu principal vilão da história no meio, e a partir daí continuar com um que ninguém se importa. No caso deste, a identidade do segundo bandidão só é revelada nos últimos minutos. É um grande erro. Vilões simplesmente são muito importantes em qualquer tipo de filme, mas mais ainda em um filme de terror. Em um elevador. Vale a pena assistir? Bom, se você já tem o canal e está de bobeira, até vale. Mas está longe de ser um longa marcante ou inesquecível.






































