9 – A Salvação

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Você gosta da saga do Exterminador do Futuro? Já imaginou como ela seria se ao invés dos humanos e do Schwarzenegger, quem combatesse as máquinas fossem singelos bonecos de pano? Pois se a sua resposta foi sim, então este 9 – A Salvação é o filme para você.

Saca só a história: em um mundo devastado por uma guerra entre máquinas e humanos, a qual extinguiu esses últimos, o sackboy #9 acorda e logo se junta aos seus outros colegas sackboys (e uma sackgirl) para formar uma resistência e acabar de vez com o domínio das máquinas. É puro Terminator, diz aí.

O filme do diretor Shane Acker se escora por trás de dois nomes fortes na produção que também parecem ter influenciado seu trabalho: Tim Burton e Timur Bekmambetov (diretor de O Procurado). Do primeiro, tira a ambientação sombria e a história bizarra e do último aproveita a ação vertiginosa.

Aliás, ação é bem o que esse filme oferece. E basicamente só isso. Embora primorosa tecnicamente e cheia de adrenalina, quando os bonecos não estão lutando com máquinas esquisitas, o filme simplesmente não oferece nada de mais ao espectador e decai bastante.

Na verdade, até detectei aqui algo que era o principal motivo de eu não ser um grande apreciador de animações, mas que ultimamente havia sumido, especialmente com os maravilhosos filmes da Pixar. Refiro-me ao tempo de desenvolvimento da história. Tudo aqui é apressado demais, sem paciência para reservar um tempo para desenvolver personagens e motivações. O boneco 9 acorda e cinco segundos depois já conheceu seus irmãos e já está liderando-os na guerra. Isso é que é chegar agora e já sentar na janelinha! Calma aí, cara. Ele nem ao menos pergunta um tradicional “que diabos está havendo?” ao ver o mundo onde despertou em ruínas. Assim não dá.

No mais, o design dos personagens é muito bonitinho (especialmente os gêmeos) e as máquinas são realmente assustadoras, feitas de sucata e pedaços de ossos. Aliás, para um filme infantil, fora esse visual dark, ele é até bem violento. Sinceramente, acho que não levaria o pequeno Kowalski para assisti-lo. Primeiro porque ele poderia ficar traumatizado… Segundo porque ele ainda não existe.

Então o negócio é assim: quando o pau está comendo, é divertido e não dá para desgrudar da tela. Mas quando a ação cessa, aí você fica um tanto entediado e percebe que um roteiro melhor elaborado faria muito bem à obra.

Sinceramente, não sei se devo recomendar esse filme. Pela nota, dá para ver que eu gostei de tê-lo assistido, mesmo com esse defeito de desenvolvimento. No entanto, deve ter coisa melhor por aí. Então fiquemos assim, se você é fã das animações dirigidas ou produzidas por Tim Burton, vale a assistida. Se não é o caso, espere pelo DVD.

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