Que tal explorar o fundo do mar em realidade virtual? Parece promissor, não? Pois foi com este pensamento que eu fui atrás de Neptune Flux, jogo da Zoxide Games que sai hoje para PS4 (e já está disponível para Steam há alguns meses).

Infelizmente, o fator VR aqui não tem muito futuro. O jogo não segue regrinhas básicas para evitar enjoos, como girar por ângulos, ao invés disso funciona como um título 2D tradicional. O resultado é que poucos minutos depois de começar a jogar, eu passei mal. Felizmente, a VR é opcional, o que possibilitou que eu jogasse a campanha até sua completude.

Neptune Flux, Delfos
Você vai voltar bastante para a sua base.

JUST KEEP SWIMMING

O jogo é em primeira pessoa, e carece forte de um tutorial. Para você ter uma ideia, eu só fui descobrir que os botões R2 e L2 serviam para subir e descer depois de mais de uma hora. Isso é sintomático na experiência de jogar Neptune Flux. O jogo deseja que você o descubra por conta própria, mas o resultado é que você vai acabar navegando a esmo.

Depois da primeira missão, que envolve um quebra-cabeça bem simples, recebi a função de encontrar um equipamento militar com meu sonar. Isso é tudo que o jogo conta. O jeito é sair explorando o mundo aberto. E eu encontrei bastante coisa, abrindo novas missões, mas nada de conseguir seguir em frente com a principal.

Aliás, todas as missões se resumiam a “encontrar”. “Encontre um jeito de entrar no navio”, por exemplo.

Neptune Flux, Delfos
Ou encontre um jeito de abrir a porta trancada.

O problema é que nenhuma das minhas habilidades parecia ajudar. Eu tinha apenas um boost e um flare, que serviam respectivamente para aumentar minha velocidade e iluminar o ambiente. E eu ficava circulando o maldito navio procurando por um buraco ou outra forma de entrar nele sem sucesso algum. Eu sinceramente fiquei com vontade de parar de jogar muito rápido.

A exploração é limitada pela bateria do seu submarino, então nunca dá para ir muito longe. Na real, praticamente tudo fica bem perto da sua base. Ainda assim, naveguei por mais de uma hora, acumulando missões e sem saber como cumprir nenhuma delas.

Finalmente, encontrei um aviãozinho e cumpri uma missão, que abriu uma nova habilidade. Mas não entendi o que ela fazia. Ela apenas deixava a tela branca. Só depois de consultar um guia, percebi que com ela eu podia afetar o ambiente, passando por lugares previamente fechados.

MISSION ACCOMPLISHED

Foi só aí que o jogo realmente deu um clique e eu consegui solucionar todas as missões que tinha sem nenhuma dificuldade. Se o jogo tivesse me mostrado para que servia a tela branca, sem dúvida meu tempo com ele teria sido bem mais produtivo.

No final das contas, percebi que eu já tinha praticamente encontrado o jogo inteiro. Após cumprir as missões que estavam pendentes, o jogo terminou. Eu sabia de antemão que era uma experiência breve. Segundo a desenvolvedora, a duração é de duas horas, e de fato foi isso que durou para mim, mas lembre-se que mais de uma hora foi gasta sem fazer nada além de andar de um lado para o outro tentando entender como jogar.

Neptune Flux, Delfos
Esta é sua recompensa para cada missão cumprida.

Desta forma, não dá para dizer que eu realmente aproveitei minhas duas horas com ele. Eu queria curtir o jogo. O som, em especial, é excelente, com ótimas músicas e atores. Mas eu queria ter passado meu tempo imerso na história e na atmosfera, não tentando entender o que fazer. Quando as coisas começaram a andar, melhoraram bastante. Infelizmente, a maior parte do tempo a sensação era apenas de potencial perdido.

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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe e editor de games. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).