Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

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Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é demais. Pronto, falei o que você queria saber. Agora continue comigo enquanto eu embaso essa opinião em uma típica resenha delfiana. Mas antes de mais nada, à sinopse.

Estamos em 1957, 19 primaveras depois da última vez que vimos Indy. Poucas coisas mudaram, no entanto. Ele continua dando aula, continua cafajeste e, é claro, continua tremendão. Dessa vez ele se vê envolvido com a KGB em uma tentativa de encontrar a lendária cidade de El Dorado, o que pode inclusive envolver alienígenas e o famoso caso Roswell. Aliás, o negócio é tão interessante que eu sinceramente me surpreendi com a história, que foi bem superior ao esperado.

Logo no início do filme, algumas piadas são feitas em relação ao fato de Harrison Ford estar velho e ele até falha em algumas coisas que tenta fazer devido à idade avançada (em um momento especialmente engraçado). Contudo, depois disso, dá para se sentir novamente nos anos 80.

Pela primeira vez na série, realmente este parece um filme conectado aos anteriores, não mais algo completamente independente, cuja única semelhança entre um e outro era o protagonista. Para começar, temos o retorno da ex-tetéia de Os Caçadores da Arca Perdida, Marion Ravenwood (Karen Allen). Eles também fazem referências ao pai de Indy, chamam o cafagonista a todo tempo de Henry Jones Jr., e até repetem algumas piadas, sobretudo do terceiro filme. Tudo isso não deixa dúvidas, o que temos aqui é Indiana Jones, com todas as características que esperávamos. E o fato de nosso herói estar mais velho é mero detalhe, pois ele continua tão tremendão quanto sempre foi.

Sua tremendice é freqüentemente mostrada em cenas de ação de deixar o Jason Statham com medo de tão absurdas. E isso é exatamente o que se espera de um Testosterona Total, certo? E veja só, o novo personagem, o popular sidekick cômico, a cargo do guri que brinca com robôs, também tem seus momentos de porradaria tremenda. A cena de luta de espadas sobre jipes, em especial, tem tudo para ser a nova “cena da bola gigante” de tão divertida e empolgante. E, claro, como não poderia deixar de ser, sempre que rola um dos momentos “mano, você viu isso?”, a maravilhosa trilha de John Williams chega naquele teminha que todos conhecemos e amamos.

Tanto as cenas de ação quanto as de história são muito bem intercaladas, em nenhum momento tornando o filme pedante ou abandonando a narrativa em nome da porradaria. Isso é cinema de ação em sua melhor forma. E tudo contribui para isso, desde os atores escolhidos e suas atuações, até a história e as coreografias dos momentos mais exagerados.

Se for para ser muito chato e colocar um defeito, eu apontaria algo que já havia me incomodado na Última Cruzada. Lembra no final do terceiro filme, quando Indy passa por vários desafios até chegar no Graal e depois os vilões simplesmente aparecem lá, aparentemente tendo passado incólumes e sem nenhuma dificuldade por todos os desafios? Pois então, aqui a turma do bem também tem um certo problema com plataformas, que torna impossível que eles sejam seguidos. Ainda assim, os vilões aparecem ali, na hora H. Vai entender o que se passa na cabeça de George “Eu não preciso de atores, eu tenho computadores” Lucas.

Outro defeito que podemos apontar, e cujo “fator incomodante” vai depender da sua personalidade, está no fato de que os vilões são russos comunistas. Ora pois, é senso comum que Hitler e seus capangas contratados, os nazistas, estão entre os grandes malvadões da história. Agora Lênin e sua turma são considerados heróis por muita gente. E muitas dessas pessoas podem não gostar de vê-los vilanizados na tela grande.

Voltando às qualidades, a turminha do falso patriotismo vai gostar de saber que o clímax do filme se passa em nossas terrinhas, mais precisamente em Foz do Iguaçu, em meio às cataratas. Quem diria que El Dorado ficava aqui mesmo? Se eu fosse procurar, provavelmente iria lá para os lados do México.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal com certeza estará em minha lista de melhores do ano. Aliás, é bem provável que o considere inclusive o melhor de todos os Indiana Jones, mas para isso vou ter que deixar a empolgação assentar um pouquinho.

De qualquer forma, este é, até o momento, o filme mais divertido do ano (sim, mais até do que Speed Racer e, assim como na adaptação de animê, e em qualquer coisa divertida que se preze, também tem a presença de macacos. Macacos são legais! ^^). Por melhores que venham a ser filmes que ainda estão por vir, como O Cavaleiro das Trevas e Hulk (e eu acho que ambos serão tremendões), duvido muito que eles sejam mais divertidos que este. Há muito, muito tempo eu não me divertia tanto no cinema quanto hoje. E, se você também quer se divertir, corra para lá o mais rápido possível. Só não esqueça de desligar o celular. Ou por que não deixá-lo em casa, para variar um pouco? 😉

Joguinho: Onde está o Janitor?

– Hora de mais um joguinho delfiano. O Faxineiro (Janitor) de Scrubs faz uma ponta nesse filme. O primeiro que falar qual é o personagem dele aí nos comentários ganha meus mais sinceros parabéns! 😉

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Editor-chefe e editor de games. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).