Cada Um na Sua Casa

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Cada Um na Sua Casa é o novo longa de animação dos estúdios Dreamworks, abordando agora uma invasão alienígena muito louca, com ETs pra lá de atrapalhados, causando uma confusão do barulho.

E se eu abro este texto cheio de clichês da Sessão da Tarde, é porque o filme tem o maior jeitão de que daqui a alguns anos poderia passar na nobre sessão de cinema vespertina global.

Como eu antecipei, uma raça alienígena chega à Terra para colonizá-la e chamá-la de lar. Eles colocam os humanos em guetos na Austrália e ficam com todo o resto para si. Oh é um desses aliens e, inadvertidamente, acaba revelando a nova localização de seu povo para uma raça inimiga.

Tentando escapar da confusão, ele encontra Tip, uma garota que se separou da mãe quando os humanos foram abduzidos para o reassentamento. Aí você já sabe, eles não vão se dar bem no começo, mas à medida que são forçados a conviver vão começar a descobrir coisas em comum, descobrir o valor da amizade e por aí vai.

O longa não é muito original e está cheio de clichês que costumam deixar o Corrales fulo da vida, como a já mencionada e sempre temida lição de amizade. Há também vários outros lugares-comuns do gênero e o roteiro como um todo é bastante previsível, o que é uma pena, pois esse mote da invasão alienígena rendia muito mais material.

Até coisas como o reassentamento dos humanos, que os aliens fazem na maior boa vontade e gentileza, como se não fosse nada de errado, poderia render toda uma discussão. Mas, como o público alvo aqui parecem ser crianças menores, isso rende no máximo umas duas ou três piadas e o resto da história foca mesmo na jornada dos estranhos companheiros de viagem neste road movie infantil.

O visual é simpático, a trama é movimentada e há boas piadas, principalmente as que envolvem os ETs dando novas finalidades para objetos humanos totalmente diferentes das originais. A trilha sonora, por sua vez, é recheada de músicas da Rihanna, que na dublagem original interpreta Tip. Para quem gosta da moça, não há o que reclamar neste quesito.

A dublagem brasileira, versão exibida na cabine, também é boa, mas eu particularmente gostaria de ter ouvido o Sheldon interpretando Oh. Mas mesmo o longa tendo o visual fofinho e um andamento divertido, acaba ficando aquela inevitável sensação de que você já viu isso antes.

Mesmo assim, as crianças que estavam presentes na cabine pareceram se divertir razoavelmente bem, embora nenhum momento tenha arrancado grandes gargalhadas dos críticos em miniatura. Desta forma, Cada Um na Sua Casa acaba como um entretenimento descartável, bonitinho, mas nada de mais. Serve para entreter seu pequeno por uma hora e meia, mas dificilmente ficará na memória dele. Se ele não for muito exigente, pode levá-lo numa boa.