Darwin’s Paradox conquistou os corações dos gamers ao mostrar um simpático polvo se escondendo e usando uma roupa de Snake. Apesar da semelhança, que funcionou muito bem no marketing, o jogo final até tem furtividade – e uma roupinha do personagem homenageado. Mas é um jogo de plataforma 2.5D bem mais focado no pula-pula do que em quebra-cabeças ou esconderijos. Embora, claro, estas duas mecânicas também estejam presentes.
REVIEW DARWIN’S PARADOX
A primeira coisa que chama a atenção em Darwin’s Paradox é o visual. Mais especificamente, quão bonitinho ele é. Tirando jogos feitos com muito dinheiro, como Ratchet & Clank, é realmente raro vermos um jogo tão parecido com um desenho da Pixar. Os personagens são extremamente expressivos, com olhinhos muito graciosos e excelentes animações cartunescas. Por outro lado, os cenários são realistas e muito bem feitos. A combinação passa a agradável sensação de você estar jogando uma animação feita em computação gráfica.
O som também é um destaque deveras forte e contribui para a sensação animação de cinema. As músicas sempre refletem perfeitamente o que está acontecendo na tela, com sincronia e composição excelentes. Sem exagero, tirando a câmera basicamente sidescroller (embora ela se mova em alguns momentos pontuais), alguém que veja você jogando Darwin’s Paradox pode deduzir que você está assistindo a um desenho.
CAMPANHA IRREGULAR

A campanha tem seus melhores momentos quando ela se permite ser filminho. Trechos de perseguição ou altamente roteirizados são impressionantes e muito gostosos de jogar. Porém, seus momentos mais “videogame” tendem à repetição chata. São aquelas cenas em que você não sabe o que fazer para progredir – ou pior, que sabe, mas não consegue fazer por falta de destreza. Estes momentos arrastam o jogo para baixo.
É relativamente normal travar em quebra-cabeças, e eu sofri com isso ao jogar antes do embargo. Mas acredito que menos do que sofri nos momentos de plataforma. Estes são nível Celeste de sadismo e exigem uma precisão absurda. Em determinada cena, você precisa passar por pilares enquanto eles sobem, e atravessar antes de eles descerem de volta e te esmagarem. Mas o timing é absurdamente preciso, do tipo que você precisa iniciar a caminhada no milésimo de segundo exato ou é esmagado sem dó. Com o tempo, eu consegui passar, e você também vai, mas este tipo de exigência de precisão não é divertida.
O PARADOXO DE DARWIN
Darwin’s Paradox é um jogo de história, e sua história é até bacana. Mostra um polvo querendo se reunir com um colega (que pode ser mãe, companheiro, etc) enquanto uma invasão alienígena acontece em plano de fundo. É divertido, pois Darwin é apenas um polvo, que foi tirado de seu habitat para virar comida e quer apenas se encontrar com o ente querido. Ele não tem nada a ver, e nem se importa, com a invasão, mas os alienígenas ficam caçando ele, especialmente no final, como se fosse o herói capaz de salvar a Terra. A cena em que você passa pelo escritório, que é quando fica claro que as “pessoas” são alienígenas, é ótima. Também gostei muito de todas as partes em que você simplesmente precisa fugir da gaivota. Por outro lado, as cenas em que você se meleca para fugir de ratos e perde suas habilidades de escalada são fraquinhas.
Darwin tem algumas habilidades bem específicas também, todas elas típicas de polvo. Obviamente, como um jogo de plataforma, você é capaz de pular. Mas também pode andar por qualquer superfície, mesmo de ponta cabeça. E também dá para soltar tinta ou se camuflar, com animação e design extremamente simpáticos. Os controles de Darwin’s Paradox são bem diferentes de um jogo de plataforma normal – até parecidos com Carrion – mas funcionam muito bem e dificilmente você fará algo que não deseja.
Apesar de dar para terminar em uma tarde, Darwin’s Paradox não deve entreter durante toda sua duração. Mas mesmo assim a apresentação e tudo que ele faz de bom merecem uma chance.







































