I Hate This Place traz uma mistura única nos games. Para ser sincero, não é uma mistura que particularmente me agrade, mas sempre gosto de ver desenvolvedoras criando algo novo. Neste caso, temos um survival horror isométrico, bastante parecido com Resident Evil clássico. Até aí temos, tivemos e teremos vários jogos semelhantes.
A novidade neste caso é que este alterna a jogabilidade padrão “mamãe, me traz fraldinhas que as minhas acabaram” com momentos consideravelmente mais calmos, em que você fica fazendo construções e ferramentas para continuar jogando.
SURVIVAL HORROR COM PLANTAÇÃO
Esta parte de fazendinha é bem parecida com outros jogos do gênero. Cada construção demora um tempo para ficar pronta (em geral seis ou doze horas no tempo do jogo) e cada produção de material depois de as construções estarem funcionando leva alguns minutos de tempo real. Para o primeiro passar, você pode dormir. Para o segundo, você precisa esperar ou fazer outras coisas.
A história começa com um bunker, uma área fechada que envolve exploração, pegar chaves, apertar botões e escapar de monstros cegos e invencíveis. Ao solucionar esta primeira fase, você vai para o mapa aberto, que tem uma grande área para explorar, várias sidequests e até mesmo sua base. É lá que você deve usar os itens que vem coletando para construir geral e ganhar mais itens.

Uma das primeiras missões nesta área, por exemplo, envolve craftear um coquetel molotov para abrir a barreira e aumentar o tamanho do mapa explorável. Nesta nova área é onde você começa a receber missões e pedidos de todo mundo que encontrar, até culminar numa missão de história em que você precisa construir uma dinamite para entrar na próxima área estilo survival horror. Apesar de ser focada em fazendinha e exploração, esta parte aberta também tem combate. Só é menos tensa do que os dungeons propriamente ditos.
EU ODEIO ESTE LUGAR
Este é o funcionamento de I Hate This Place. A apresentação é bem bacaninha, com cores vivas e personagens que falam de verdade, embora não sejam especialmente animados. Você também precisa sempre administrar sua fome, uma barra que diminui o tempo todo e, quando esta barra terminar, vai começar a diminuir semi-permanentemente sua resistência. Para recuperar esta última, você precisa dormir, e não dá para dormir nos dungeons, então é necessário ficar com um olho na sua barra de fome o tempo todo. E isso não me apetece, mas sei que tem gente que gosta deste tipo de mecânica de sobrevivência. Posso dizer a mesma coisa da parte de fazendinha: não me agrada, mas o jogo faz bem o que se propõe.
Eu preferia que I Hate This Place fosse um jogo de survival horror tradicional, mas a verdade é que estamos muito bem servidos no gênero. Então diria que ele é muito mais importante sendo do jeito que é do que se simplesmente repetisse o que já foi feito. Se esta descrição lhe atrai, dê uma chance a ele.































