Elio quebrou uma longa tradição. Teve uma época que as sessões de imprensa eram todas em 3D. Daí, do nada, elas passaram a ser em 2D. A princípio achei que Hollywood tinha abandonado a tecnologia, mas logo vi que os ingressos em 3D continuavam sendo vendidos. Não sei por qual motivo pararam de mostrar em 3D para jornalistas, no entanto. Entra Elio, o primeiro filme em 3D que eu vejo em literalmente anos. Por que escolheram mostrar assim? Ninguém sabe. Afinal, após reparar no efeito no início do filme, eu fui lembrado de como isso faz pouca diferença uma vez que você passa a prestar atenção na história. E já que falamos de história…
CRÍTICA ELIO
Elio é um menino que mora com a tia, e sonha em conhecer extraterrestres. “Cuidado com o que você deseja”, já dizia o outro. Obviamente, logo Elio realiza seu desejo e é abduzido. No espaço, ninguém vai ouvir você gritar. De felicidade, pois os alienígenas são bonzinhos e ele se sente realizado. Os conflitos começam quando um senhor da guerra tem sua entrada no comuverso negada, e ele promete retribuir dominando a comuna pacífica. Elio, como o líder da Terra (quê?) resolve se envolver e solucionar o problema.

Elio – que título horrível, não? – segue a linha de outros filmes mais recentes da Pixar. Ou seja, embora haja conflitos e um antagonista, ninguém é realmente um vilão inescrupuloso. É um filme sossegado, sem muita tensão, bem do tipo que a minha pequena gosta. E eu também.
HÉLIO
Eu gostei do filme, mas ele pega mais leve no humor. A característica da Pixar que ele mais transborda é o carisma e a fofura. Todos os personagens são um exemplo de design, e o roteiro é uma gracinha. Como é comum na Pixar, a história é básica, e dá para adivinhar o que vai acontecer o tempo todo. Mas em geral as coisas acontecem de forma levemente diferente do que eu imaginava, o que sempre me fazia pensar “é, assim fica melhor mesmo”. Como já dizia meu colega Carlos Cyrino, a Pixar é excelente em narrativa.
A essa altura todos já sabem o que esperar de um novo longa da Pixar, e Elio entrega o esperado. É um filme divertido, muito bonitinho, que conta uma história básica, mas tocante. Não é tão especial quanto Wall-E ou Up, mas vale uma visita ao cinema.





































