Eu estou passando por um momento delicado na minha vida. E Mother’s Baby, apesar de ser um longa tenso, algo entre o drama e o suspense, também me lembrou de tempos melhores. Mais especialmente, do nascimento da minha filha. Como era gostoso pegar aquela bolinha de alegria e sentir sua mão inteira apertando meu dedo indicador.
CRÍTICA MOTHER’S BABY
Mother’s Baby, que poderia ser traduzido como “Filhinho da mamãe”, mas que se refere a um ditado falado no filme (mother’s baby, father’s maybe) é um filme sobre maternidade. Mas é também sobre as ansiedades e neuroses que a maioria dos novos pais sentem. Será que o pimpolho está respirando? Por que ele está tão quietinho? E se trocaram ele no nascimento?
Tudo parece bem com o filho da hilariantemente chamada Senhora Bode. Ele é saudável, quase não chora, e é uma fofura. Mas por que ela não consegue gostar dele? O que tem de errado com ela? Ou será com ele? O filme vai ficando cada vez mais tenso, e é possível deduzir que é tudo coisa da cabeça dela. Insegurança normal de uma nova mamãe.
Porém, ela vai aos poucos descobrindo coisas que colocariam uma pulga atrás da orelha de qualquer um. Este é o conflito. Apesar de não ter visto outras histórias com este exato tema, todos já vimos muitos longas em que a sanidade de um protagonista é colocada em cheque, apenas para no final revelar que ele estava certo o tempo todo. É quase um subgênero do cinema de suspense, assim como troca de corpos é para a comédia. Será que a senhora Bode está certa em Mother’s Baby? Obviamente, não é neste texto que você vai descobrir isso.
A boa notícia é que o filme funciona. Além disso, acho que qualquer pai ou mãe vai se identificar com as neuras apresentadas, pelo menos no início do filme. Depois as coisas assumem um teor mais conspiratório, mas é fato que a maioria de nós pararia de investigar quando o décimo quinto médico falasse que o nenê é saudável. Mother’s Baby é, portanto, um filme que recomendo para dois públicos. Há atrativos tanto para novos pais quanto para os fãs de conspirações. E, como diria um antigo professor da minha faculdade, “eu acredito em todas as conspirações”.








































