Meu interesse em System Shock e System Shock 2 vem do fato de esta série ter sido a precursora espiritual de Bioshock. E, você sabe, eu gosto muito de Bioshock. Porém, apesar de eu ter jogado os dois relançamentos recentes criados pela Nightdive Studios, nenhum deles clicou comigo. Na verdade, eu vejo muito de Bioshock neles, mas todas as diferenças acabam servindo para deixar o jogo posterior mais simples e gostoso de jogar. System Shock é simplesmente muito complicado para mim. E System Shock 2 continua assim.
SYSTEM SHOCK 2
O grande motivo dessa diferença, na minha opinião, é que System Shock é um immersive sim, enquanto Bioshock é um FPS com traços e influências do gênero. Assim, System Shock 2 ainda é muito aberto, com um monte de caminhos nas fases que levam apenas a itens que você pode não querer usar nem pegar ou a inimigos que drenarão seus recursos.
Você começa o jogo escolhendo entre três classes. Uma delas briga com armas de tiro. Outra com o que seria chamado posteriormente de plasmids. E a terceira parece que não briga, mas hackeia tudo. Sua escolha de classe determina suas primeiras horas de jogo, mas não parece apropriado se especializar. Pelo contrário, você vai querer ter pelo menos um mínimo de todas as habilidades disponíveis para poder avançar. E, apesar de no fácil o jogo te ressuscitar sem cobrar nada, eu tive bastante dificuldade em System Shock 2.
Além dos inimigos que patrulham as fases, há câmeras difíceis de enxergar e, quando uma delas te vê antes de você poder destruí-la, inimigos infinitos começam a vir sem parar por cerca de dois minutos. É bem chato, e um tremendo dreno nos seus recursos. Até por isso, me pareceu mais inteligente usar a chave inglesa como arma. Assim, você pode se defender sem perder munição.
INVENTÁRIO

Não que falte coisa para pegar. Meu inventário ficou o tempo todo cheio e, assim como no primeiro, você deve movimentar as coisas no espaço disponível para poder pegar peças e armas maiores. Também é necessário cuidar das suas armas através do uso de itens, ou elas vão decaindo aos poucos. Tudo isso é um exemplo de como System Shock 2 é complicado demais para mim.
Os objetivos até são claros. A moça que conversa com você te fala coisas como “encontre tal pessoa, pegue o cartão de acesso e vá para a área X”. Porém, isso não fica marcado no seu mapa ou num quest log. Se você esquecer ou não entender o objetivo quando ela fala, vai ficar andando a esmo por fases grandes demais e com várias saídas.
“SHOCANDO” O SISTEMA
System Shock 2 é mais simples do que o primeiro, mas eu também o achei menos legal. O primeiro tinha uma atmosfera que me agradava muito, apesar de eu ter também várias reclamações sobre o gameplay. System Shock 2 é mais fácil de jogar até acabar, mas a verdade é que ele não me divertiu o suficiente para isso. Como sempre, este remaster da Nightdive Studios é um trabalho sensacional, com resolução altíssima e performance a 120 FPS.
Consigo entender perfeitamente porque este jogo se tornou um clássico e é lembrado com carinho por tanta gente. Ele faz muitas coisas que não eram comuns na época do lançamento original e, mesmo hoje, é diferente da maior parte dos outros immersive sims que saíram desde então. Este remaster é de longe a melhor versão disponível legalmente, e vale a pena jogar, nem que seja pelo repertório, para conhecer uma série tão importante para a história dos games.







































