Skate Story foi um daqueles jogos que inicialmente ignorei. Afinal, não sou fã de jogos de skate. Mas quando saíram os reviews, parecia um jogo muito interessante. Diferente de tudo e com uma história importante e aparentemente muito bem escrita. Acabei me interessando. E cá estou. Para te balançar como um furacão. De skate.
REVIEW SKATE STORY
Permita-me ser sincero. Eu não gostei de Skate Story. Mas é sem dúvida verdade que ele é diferente de tudo. Tirando alguns troféus, avançar em sua campanha não envolve ganhar pontos através de truques, mas cumprir objetivos específicos ou, simplesmente, avançar. Inclusive, eu vejo de forma muito positiva o fato de que não é possível errar os truques. Se você faz o comando, o truque dá certo, sem possibilidade de dar com as fuças no chão.
Skate Story tem sua campanha dividida em… xeu ver aqui… quatro pilares.
PRIMEIRO E SEGUNDO PILARES
O primeiro pilar não é o mais importante, mas é onde você vai passar mais tempo. Basicamente, você vai conversar com uma pá de esqueletos e outros NPCs para pegar sidequests ou simplesmente ouvir o que eles têm a dizer. Isso costuma acontecer nos mapas que formam o segundo pilar.
Este são fases abertas, tipo um quarteirão ou algo assim, repleto de NPCs, sidequests e alguns objetivos principais. Estas fases são os momentos Tony Hawk da campanha, embora ele quase nunca exija fazer pontos. Claro, você pode ficar fazendo truques e tentando bater recordes, e pode se divertir muito nisso, mas não vai avançar a história. Para isso, você precisa encontrar itens, saída ou cumprir atividades como atacar algumas coisas que tomam dano através dos seus truques. O que nos leva aos…
TERCEIRO E QUARTO PILARES

O terceiro pilar envolve batalhas que você pode chamar de chefes. São inimigos grandes que ficam fugindo de você e que tomam dano quando você faz truques na direção geral deles, como uma andorinha africana. Você não morre em Skate Story, mas pode perder estas batalhas caso não consiga acabar com a vida do bandidão antes do tempo chegar ao fim. E já que falamos de fim…
Por fim, temos o quarto pilar, que são os que mais gostei. Estes são fases lineares, estilo corredorzão mesmo, em que você passa em alta velocidade com o skate, fazendo truques ou movimentos que abrem o caminho. Skate Story não parece com nenhum outro jogo, mas se você realmente quiser um exemplo, eu diria Sonic Adventure. Estas fases são as fases tradicionais de Sonic, pelas quais você passa rapidinho e se diverte muito, e o resto é todo o resto. Que você pode argumentar que o jogo seria melhor sem, mas talvez curto demais.
Estas fases lineares certamente foram o grosso do trabalho do desenvolvedor. Tem casos em que você passa por 20 ou mais delas seguidas, mas elas são rapidinhas, literalmente alguns segundos cada. Então nunca parece que elas duraram o suficiente. É um problema bem parecido com os jogos do Sonic, que todo mundo gosta das fases de “ação”, mas para o jogo ter uma duração decente, precisam encher a linguiça, pois estas fases dão muito trabalho para criar e você passa por elas muito rápido.
HISTÓRIA
E, claro, tem a história. Talvez seja o ponto principal do jogo e o que mais fez com que eu me interessasse por ele. Porém, para falar a verdade, ela não falou comigo. A história é bem bobinha. Você controla um demônio de vidro que quer comer todas as luas do submundo. Daí ele faz um contrato com o diabo para conseguir realizar seu objetivo.
Os elogios que li vão normalmente para uma profundidade filosófica que muito me agrada, mas não se engane. Embora haja, sim, um teor cabeçudo nos diálogos, Skate Story está bem distante de The Talos Principle. Filosofia é sempre combinada com humor e com um lado bobo, vide Monty Python, mas Skate Story vai bem mais para este lado, a ponto de ser um jogo que fala muito sem dizer nada. Ou, pelo menos, não falou comigo.
HISTÓRIA SKATAL
Eu também não gostei do visual, que é bem baixo orçamento. Ele tem estilo, sem dúvida, mas, de novo, é um estilo que não me agrada. As músicas até são legais, mas as que são realmente boas tocam muito pouco, normalmente apenas nas fases lineares.
Eu tinha grandes esperanças para Skate Story, e sem dúvida valorizo muito um jogo que tenta ser diferente de tudo que conhecemos. Mas isso, claro, não significa que o produto final vai ser legal. Vale a pena conhecer, pela criatividade apresentada, e talvez você goste. Mas minha experiência com ele foi entediante.



































