Rushing Beat X Return of Brawl Brothers é o revival de uma franquia que eu nunca tinha ouvido falar. Até pesquisar um pouco. Entre 1992 e 1993, a série Rushing Beat ganhou três títulos para Super NES no Japão, chamados Rushing Beat, Rushing Beat Ran e Rushing Beat Shura. Eu nunca tinha ouvido falar deles, mas se liga nos nomes dos três jogos no ocidente: Rival Turf, Brawl Brothers e The Peace Keepers. Ah, agora parece mais familiar, né?
A questão é que a versão ocidental não mudou apenas os títulos, mas também o nome dos personagens e a história. Inclusive, os três no ocidente são jogos independentes, com personagens que mudam de nome de um jogo para outro e história desconectados. Não apenas isso, até o gameplay e a trilha sonora ficaram diferentes. Então é possível que você já tenha jogado a série inteira, sem nem saber que eram da mesma série. Finalmente, Rushing Beat X Return of Brawl Brothers é um beat’em up de 2026 que revive os personagens japoneses e continua a história original. Então coloque sua suadeira e venha conversar comigo.
REVIEW RUSHING BEAT X RETURN OF BRAWL BROTHERS
Apesar de lembrar do nome Rival Turf, não me lembro do jogo em si. Rushing Beat X Return of Brawl Brothers é um beat’em up bem diferente dos representantes do gênero normais, como Streets of Rage ou Tartarugas Ninja. O combate é realmente bem elaborado. Você pode carregar algumas armas e usá-las quando desejar, ao toque de um botão. Seu combo principal tem efeitos diferentes de acordo com a direção que você segura o direcional. E, finalmente, dá para carregar comidas, inclusive comidas combo, e pegar seus benefícios quando desejar.
Claro, além dessas coisas mais específicas, tem também o normal do gênero, e o mais ou menos normal. Dá para segurar os meliantes, arremessá-los contra outros inimigos ou contra a parede. Neste caso, você quebra coisas fora de alcance. Dá para escolher o caminho em algumas fases, e cada estágio tem uma grande quantidade de chefes.
Também dá para trocar entre os seis personagens jogáveis em várias situações. Sempre que você morre, passa de fase ou entra no furgão. No furgão, você também pode combinar as comidas que pegou durante a fase para fazer as tais comidas combo super-poderosas.
Finalmente, tem uma história enorme, contada através de textos, imagens estáticas ou personagens parados. A quantidade de história talvez seja o ponto mais chato do jogo, a ponto de que tem um modo exatamente igual, mas que simplesmente pula todas as cutscenes automaticamente. Claro, se você quer jogar o jogo, provavelmente vai querer ler a história da primeira vez, mas é inegável que jogar com menos interrupções é muito mais gostoso no gênero.
SOC! TUM! POW!

Uma grande diferença em relação a como o gênero funciona hoje é que os gráficos são em 3D. Isso afeta diretamente o visual e os movimentos. Também possibilita mexidas espertas de câmera. Em trechos pontuais, por exemplo, sua pancadaria é mostrada de forma mais isométrica, não apenas da forma side-scrolling tradicional.
Isso deixa o jogo um tanto diferente. Além disso, claramente um grande trabalho foi feito para dar a Rushing Beat X um estilo de fliperama. A história pode não ter vozes, mas há um narrador frequente que fala os títulos das fases, entre outras coisas. Os personagens também falam durante a pancadaria, mas este é um caso em que eles têm poucas vozes e ficam repetindo cada uma mais do que deveriam.
A história enche o saco simplesmente por existir muito dela e interromper constantemente o jogo, mas tem alguns bons momentos. Os diálogos com os chefes repetidos arrancam sorrisos, assim como o momento em que uma das vilãs ensaia uma dança com um monte de zumbis. Obviamente, tudo pode ser saboreado também num coop local para dois jogadores.
Eu não diria que Rushing Beat X Return of Brawl Brothers é o melhor beat’em up da atualidade. Porém, ele é bem diferente, a ponto de se tornar interessante e suficientemente divertido para os fãs de soquinhos. E isso vale mesmo para quem não jogou a série no Super NES.







































