A cabine de Missão Refúgio começou bem estranha. Nestes meus 20 e tantos anos de jornalismo cultural, acredito que nunca vi uma sessão de imprensa de filme adulto ser dublada. Porém, esta estava sendo. Daí, de repente, cortaram o filme. Mais de 40 minutos se passaram e, finalmente, o longa recomeçou, desta vez com o som original. Eita nós.
CRÍTICA MISSÃO REFÚGIO
Um tempo atrás, na época do Carga Explosiva 2, o Jason Statham surgiu como uma das novas faces dos filmes de ação fanfarrões. Porém, embora ele tenha se mantido fiel ao gênero, também flerta com obras de ação mais sérias e, se perdoa minha sinceridade, chatas. Missão Refúgio é uma dessas.
Statham é um caboclo que mora escondido da sociedade. Por quê? Para saber a resposta, você precisará assistir ao filme. Mas antes disso, ele salva uma menina e acaba cuidando dela. Como desgraça pouca é bobagem, mais ou menos nessa época ele começa a ser caçado por agentes do governo britânico. Agora ele precisa proteger a menina, se defender e, se der tempo, se vingar do vilão. Tudo isso é uma terça-feira na vida dele.
Porém, apesar de ser, em gênero, um filme de ação, Missão Refúgio é lento e chato. A primeira metade do longa envolve o cara morando sozinho, salvando a menina e cuidando dela, sem nada além disso acontecendo. São mais de 40 minutos de filme até finalmente outros atores aparecerem. E mais uns 10 ou 15 até a pancadaria começar a correr solta.
PANCADARIA SOLTA
As coreografias das brigas até são bacanas e bem trabalhadas, mas seguem aquele esquema de “filme de ação moderno”, em que cada soco é um corte. Isso fica cansativo e deixa as danças das pancadas muito menos interessantes.
A história também é bem básica. Se você já assistiu a qualquer outro filme de marmanjo protegendo menina, arrisco dizer que faz uma boa ideia do que encontrar aqui. Como seu trunfo, Missão Refúgio tem o mistério de por qual motivo Jasão se esconde da sociedade, mas uma vez que isso é revelado, sobra muito pouco para justificar a sessão.
O diretor de Missão Refúgio é Ric Roman Waugh, que um mês atrás lançou Destruição Final 2. Taí, este é um cara que trabalha rápido. Agora só precisa se esforçar para ser menos genérico. Será que ele consegue? Mantenha-se delfonado. Quem sabe mês que vem não fazemos uma crítica de seu próximo filme, Renegotiate?








































