Eu estava bem animado para jogar Terrifier The Artcade Game. Como um bom fliperama, seu visual e violência chamam a atenção e funcionam muito bem em vídeos da internet. Porém, ao contrário de um bom fliperama, ele parece ser apenas um papa-fichas chamativo, sem sustância ou qualidade. No final das contas, a única parte criativa é a quantidade de personagens selecionáveis (os quatro que você vê na imagem em destaque).
Apesar de serem personagens lembrados dos filmes, eles são relativamente parecidos no jogo, com os mesmos golpes e habilidades. Há apenas leves diferenças em suas estatísticas, em especial força e velocidade. Pois é, Terrifier The Artcade Game é o mais básico dos beat’em ups.
REVIEW TERRIFIER THE ARTCADE GAME
Qualquer beat’em up tem no sabor do combate seu principal ingrediente. E é justamente aí que The Artcade Game peca. Os inimigos têm ataques frustrantes, que fazem com que você caia o tempo todo. Para se levantar, você precisa martelar o botão A. Além disso, existem poucas opções de ataque normal e as armas, que você usa quase o tempo todo, igualam todos os personagens.
Por que você usa armas o tempo todo? Porque a maior parte dos inimigos fabrica armas. Eles tiram um revólver ou um taco do bolso, largam no primeiro soco e logo tiram mais um. Assim, um inimigo normal desses pode literalmente encher o chão de arminhas. Todas duram bem pouco, tipo quatro ataques no máximo, mas mesmo assim, a oferta é tamanha que acaba perdendo o impacto de serem power ups. Até porque boa parte delas não são.

Além disso, o botão para pegar coisas no chão é o mesmo do ataque forte. Como em geral você quer pegar e atirar barris explosivos, estar fora do ponto correto para levantá-lo faz você dar um soco nele. Sabe o que acontece? Ele explode, e te derruba.
VIOLÊNCIA
Acaba sobrando o visual bonitinho e a violência, que é realmente deliciosamente exagerada. Qualquer ataque joga um montão de sangue na tela, isso quando não joga miolos e olhos. Chega a atrapalhar sua visão, mas de uma forma que é até divertido. Também é bacana que os presuntos inimigos continuam na tela. Em cenas como a do elevador, fica com simplesmente tanto presunto que chega a ser engraçado.
Boa parte dos inimigos padrão, ao serem derrotados, ficam ajoelhados por alguns segundos esperando o popular “finish him”. Cada um dos personagens tem dois fatalities e, embora eles sejam divertidos e até estilosos, são poucos para a quantidade de vezes que você vai usá-los no decorrer da campanha.
Os chefes são todos personagens diferentes, mas com ataques mais ou menos iguais. A ideia metalinguística da coisa é até boa (o chefe final é o diretor dos filmes Damien Leone e outro deles é o Tom Savini), mas as batalhas são simplesmente muito chatas. Basicamente, um sofrimento repetitivo de cair, martelar o A para levantar e bater mais um pouquinho até ser derrubado de novo.
E é isso. Terrifier The Artcade Game chama a atenção pelo seu visual e violência exagerados, mas tem pouco além disso para oferecer. Há muitos beat’em ups recentes melhores, e minha recomendação é que você invista neles.




































