Mario Tennis Fever é o nono jogo da série Mario Tennis. Apesar de ter um representante em praticamente todos os consoles da Nintendo lançados depois do Virtual Boy, é uma das séries menores estreladas pela turma do Super Mario. Esta é minha primeira vez jogando algo dela e sim, há alguma diversão aqui. Praticamente qualquer jogo da Nintendo é divertido de alguma forma, especialmente pelo visual simplesmente adorável. Dito isso, é um jogo que tenta atirar em várias direções na esperança de acertar alguma. E ele mais erra do que acerta.

REVIEW MARIO TENNIS FEVER

Você pode pensar que este é um jogo de tênis propriamente dito. Mas vai além disso. Na verdade, há tantos minigames aqui quanto formas de jogar o esporte. A jogabilidade básica envolve raquetar bolas em determinadas direções. Mas boa parte dos minigames vai além disso, exigindo escapar de obstáculos e outras coisas que nada têm a ver com o esporte das raquetes. Boa parte deles até poderiam estar em Mario Party.

Se você joga sozinho, provavelmente suas primeiras horas com o jogo serão no modo aventura. Esta é a campanha propriamente dita. Há uma história, que envolve os personagens principais sendo transformados em bebês e precisando fazer exercícios para ficarem fortes e reaprenderem a jogar tênis.

Esta campanha é, ao mesmo tempo, um extenso tutorial de como jogar as partidas; e uma coletânea de minigames independentes. O jogo vai te guiando e alternando entre minigames que upam suas estatísticas e algumas partidas de tênis. Eventualmente, você se forma na academia, e vai para o mundo.

VAI VER O MUNDO, MEU FILHO

Mario Tennis Fever, Nintendo, Switch 2, Delfos

Esta segunda parte da campanha vem com minigames diferentes. Normalmente eles têm alguma desculpa de ação. Tipo abrir caminho ou vencer um chefe, ao invés de simplesmente treinar. A verdade é que dentre todos os minigames presentes, são poucos os realmente bons.

Ao terminar a aventura, você provavelmente vai se aventurar pelos outros modos de jogo. Estes são mais focados em partidas de tênis propriamente ditas. Você escolhe um personagem, uma quadra, uma raquete, e vai à desforra. Ou então encara desafios tematizados específicos em sequências de fases cada vez mais complicadas.

Não falta conteúdo em Mario Tennis Fever. Tem um monte de joguinhos diferentes e ele faz o máximo que pode com uma pequena quantidade de quadras e de raquetes. Os personagens são diferentes, e todos podem equipar qualquer tipo de raquete desbloqueada. Elas se diferenciam no superpoder, um golpe que joga a bola furiosamente na quadra inimiga, mas tem efeitos dependentes da raquete. Estes podem ser transformar a bola em uma Bullet Bill ou soltar bolas de fogos. Até benefícios passivos, como aumento de velocidade ou invisibilidade total estão presentes. Então dá para brincar bastante.

JOGABILIDADE DE MOVIMENTOS

Mario Tennis Fever, Nintendo, Switch 2, Delfos

Por fim, há até um modo secundário, que é basicamente o Wii Sports Tennis. Ou seja, você joga segurando um joy-con como uma raquete e movimentando a mão para acertar a bola. Eu achei este modo de jogo menos bacana e menos preciso do que o que estava presente no Wii em 2006, mas minha filha adorou. Acredito que é uma modalidade mais focada em quem tem mais dificuldade em jogos tradicionais e quer simplesmente umas partidas mais casuais. É legal que esta forma de jogar esteja presente, mas eu esperava que fosse mais preciso nos movimentos capturados.

Mario Tennis Fever é um bom jogo. Tem coisas em que estes games da Nintendo são insuperáveis. Por exemplo, a animação do Bebê Mario andando no modo aventura é a coisa mais adorável e eu arriscaria dizer que é mais divertido simplesmente explorar a academia e os cenários do que fazer os minigames por causa disso.

Dito isso, ele é também um jogo um tanto abaixo do padrão Nintendo de qualidade. Há alguma diversão aqui, mas dos exclusivos de Switch 2 que joguei até agora (e acredito que só não joguei o Drag X Drive e o Nintendo Switch 2 Welcome Tour), este é sem dúvida o mais fraquinho. É que o mais fraquinho da Nintendo é, obviamente, muito melhor do que algo assim.