Dreams of Another é um jogo que deixou muitos – inclusive eu – curiosos para o que viria por aí. Aparentemente, um third-person shooter, tinha um diferencial todo especial: sua arma não servia para matar ou destruir, mas para reconstruir. Some isso a um visual estilizado do tipo que só costumamos ver em games e, taí, esta é a receita para chamar atenção. Infelizmente, o jogo final é um saco.
DREAMS OF ANOTHER
Todas as fases, ou melhor, telas, começam visualmente embaralhadas. Basicamente, você enxerga apenas bolinhas. Use sua metralhadora para atirar nas bolinhas e o cenário e outros personagens vão se revelando. As telas têm objetivos distintos. Você pode precisar apenas falar com um personagem ou então fazer um objeto soltar uma aura azul, que deve ser destruída com seus tiros.
Vencer cada tela te transporta para a próxima, ou de volta para a tela título, de onde você pode continuar o jogo. O problema é que ficar atirando centenas de vezes para conseguir entender o cenário é demorado, trabalhoso e, sinceramente, muito chato. Mecânicas como a necessidade de parar de atirar por alguns segundos para recarregar a arma não acrescentam nada de bom e deixam tudo apenas mais demorado. Eventualmente, ficar sem atirar faz com que o visual volte a ficar embaralhado, então é possível ficar atirando a esmo, em lugares que você já atirou antes, sem saber o que precisa revelar para poder continuar.
HISTÓRIA

A história é de longe o melhor aspecto de Dreams of Another. Apesar de os atores serem todos muito ruins, o texto é bom e consegue o objetivo de fazer pensar. Cada personagem e até objetos têm pensamentos para dividir com você, e isso é o que dá vontade de continuar jogando.
Infelizmente, precisar ficar atirando em bolinhas por vários minutos até revelar o cenário e os personagens para ouvir o que eles têm a dizer é penoso. Basicamente, o mais próximo de um jogo de tiro com alvos é quando você está mirando nas auras azuis, mas a maior parte do tempo você atira em qualquer lugar, porque o cenário inteiro é feito de bolinhas. Assim, não existe um desafio, ou mesmo um jogo. É como se antes de você conseguir ver uma imagem, você precisasse passar o mouse em cada canto dela. Aliás, é exatamente isso. E é tão divertido quanto parece.





































