A Noiva tem um certo exotismo a seu favor. Trata-se de um filme de terror sobrenatural russo, e definitivamente não chegam muitos filmes das terras geladas do companheiro Gorbachev por aqui.

Sua temática é interessante também. Lá nos idos do século XIX, fotografia era algo caro e mágico. Assim, as pessoas costumavam tirar fotos de seus entes queridos quando eles morriam. Para deixar ainda mais fofo, eles pintavam olhos nas pálpebras, como você pode ver na imagem aí de cima.

FOTOGRAFIA = MÁGICA

A questão é a parte mágica, pois eles acreditavam que o negativo mantinha a alma do presunto por aqui, impedindo-a de ir embora. Por que eles queriam isso? Ora, por puro egoísmo, pois queriam o falecido sempre por perto.

A Noiva, DelfosA Noiva começa com um sujeito dessa época que vai mais além, querendo transferir sua esposa morta para uma moça jovem e virgem. Fast travel para a época atual, onde conhecemos um jovem casal que acabou de se casar.

Aparentemente, o moçoilo está com problemas familiares e precisa visitar sua irmã no dia seguinte. A rapariga vai junto, sem saber que com essa decisão ela vai se colocar em perigo e se envolver em altas confusões.

Contar mais não seria conveniente. No entanto, embora a premissa seja interessante, a condução do filme é bem chatinha.

Não é injusto dizer que nada acontece, até que no final acontece tudo, de forma desembestada. Assim, eu fiquei entediado durante quase o filme inteiro e, no final, mais confuso do que propriamente assustado ou mesmo entretido.

Tem até uma cena, a do caixão, que poderia encerrar o filme de forma digna, mas ele continua por mais uns 20 minutos depois dela, e tudo que acontece depois seria melhor se ficasse limitado a nossa imaginação.

O MAIS MARCANTE EM A NOIVA…

No entanto, foi o fato de que assisti ao filme em uma versão dublada em inglês e com legendas em português. Pois é, e não dá para negar que a péssima dublagem atrapalhou consideravelmente. Ela não parece feita por atores, mas por locutores – o que são duas profissões bastante diferentes.

Meu contato com a dublagem estadunidense até hoje vinha de desenhos animados e videogames, e em geral a qualidade é muito boa, mas o que temos aqui é tão ruim que talvez até seja capaz de justificar a lenda de que “a dublagem brasileira é uma das melhores do mundo”.

Assim, eu provavelmente não vou me lembrar deste filme daqui a algum tempo, a não ser como “aquele filme russo que assisti dublado em inglês”. Obviamente, isso não é o suficiente para recomendar uma ida ao cinema. Talvez assista na TV daqui a um tempo, de preferência com o som original.

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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe e editor de games. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).