Mais uma história de amizade chega aos nossos cinemas. E para melhorar, trata-se de uma amizade improvável. Agora entre um menino humano e um garoto vampiro que tem, na realidade, 300 anos de idade, mas possui a aparência e o comportamento de uma criança de 13. Este é Meu Amigo Vampiro.

Eles se conhecem enquanto Tony, o menino humano, está passando férias com os pais na região da Transilvânia. Já Rudolph mora por lá com os pais e o resto de seu clã de vampiros e é superprotegido pelos progenitores dentuços. Claro que ele se rebela e sai por aí sem consentimento.

É quando ele encontra Tony, e quando se depara também com uma dupla de caçadores de vampiros que vai tentar acabar com toda sua família, cabendo aos novos amigos a tarefa de impedi-los e assim salvar o clã de Rudolph.

Esta é mais uma daquelas animações de segundo escalão, com o maior jeitão de só existir para garfar uma fatia do bolo das bilheterias. Trata-se de uma co-produção européia.

É louvável (e necessário) que outras partes do mundo tentem fazer suas animações em CGI para concorrer com os poderosos estúdios estadunidenses. Mas na esmagadora maioria das vezes isso só vem a demonstrar que elas ainda têm muito a desenvolver e também precisam aprender muito.

Delfos, Meu Amigo Vampiro, Cartaz

E olha que, neste caso, tecnicamente até que o filme está bem feitinho. Óbvio, ajuda muito que grande parte da história aconteça à noite, mas ainda assim os cenários são caprichados e o design de personagens também é bom, ainda que por vezes sua movimentação seja um tanto engessada. Mas ainda assim, visualmente ele é um dos mais caprichados vindo desses locais alternativos.

O que pega mesmo é a história, comum, bobinha, previsível. Tudo bem, ele claramente é focado só para crianças, sem qualquer atrativo para os acompanhantes adultos. Mas mesmo assim não apresenta nada de diferente. Tudo que ele mostra, a garotada certamente já viu antes em outros lugares.

Fica visível que houve um cuidado com o visual da produção, mas o mesmo não pode ser dito quanto a seu roteiro e desenvolvimento narrativo. Tivesse um pouco mais de capricho nesses quesitos, poderia vir a se destacar. Mas não aconteceu.

Ainda assim, mesmo sendo bem previsível, até que não é de todo mal. Certamente já vi coisas bem piores por aí. Para uma molecada menor, que está naquela fase de gostar de repetição, a familiaridade dos elementos da história até pode descer bem. Mas de resto, não passa de um filme nada, e pode haver animações melhores em cartaz, que valham mais a pena como opção de entretenimento.

REVER GERAL
Nota
PONTUAÇÃO GERAL

Vire assinante do Delfos!

Temos planos a partir de R$1,00 mensal e você pode ganhar um monte de coisa legal. Mais importante, você ajuda a gente a tornar o DELFOS cada vez maior e melhor.


Clique aqui e acesso a nossa ágina no Padrim


Se você gosta do nosso conteúdo, também pode ajudar sem colocar a mão no bolso compartilhando este post nas suas redes sociais através dos botões abaixo.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorO Que Te Faz Mais Forte: Jake Gyllenhaal parece querer muito um Oscar
Próximo artigoPantera Negra é o filme mais diferentão da Marvel
Carlos Cyrino
Formado em cinema (FAAP) e jornalismo (PUC-SP), também é escritor com um romance publicado (Espaços Desabitados, 2010) e muitos outros na gaveta esperando pela luz do dia. Além disso, trabalha com audiovisual. Adora filmes, HQs, livros e rock da vertente mais alternativa. Está no DELFOS desde 2005.