Os estadunidenses possuem um termo próprio sobre histórias focadas na passagem de uma pessoa para a vida adulta. São os chamados coming of age. Você certamente já viu um ou mais filmes com o protagonista precisando amadurecer e deixar os resquícios da adolescência para trás.

Lady Bird – A Hora de Voar é mais um conto de coming of age, que marca a estreia na direção da atriz e roteirista Greta Gerwig, colaboradora frequente do diretor Noah Baumbach, e tem sido bastante elogiado por aí.

Sua trama não poderia ser mais simples: Christine “Lady Bird” Macpherson (Saoirse Ronan) é uma jovem que está em seu último ano de ensino médio em um colégio católico e está naquela fase de escolher para quais faculdades deseja ir (bem longe de casa, de preferência), o que gera atritos com sua mãe (Laurie Metcalf, a mãe do Sheldon em The Big Bang Theory) por conta da situação financeira da família e de suas diferenças de opinião no geral.

Este é um daqueles trabalhos onde as situações abordadas são mais importantes que sua costura narrativa. Uma historinha bem amarrada com começo, meio e fim neste caso não é tão essencial como a forma como os elementos são abordados.

Particularmente, eu gosto bastante desse tipo de história, vai ver porque até hoje eu não consegui amadurecer… Mas enfim, seja como for, embora ele não seja exatamente algo que possa ser chamado de muito original ou criativo, a forma como se desenvolve é bem boa.

Delfos, Lady Bird - A Hora de Voar, Cartaz

Diversas situações são altamente identificáveis por qualquer um que já foi adolescente. Seja o fato de você querer ser o diferentão, ou então aquela vontade típica da época de encaixar em algum grupo, mesmo que para isso você precise renegar sua identidade.

Ou claro, as grandes discussões com seus pais sobre qualquer coisa. Aqui, isso é traduzido na conturbada relação entre Lady Bird e sua mãe, ambas de personalidade forte, mas cujas discussões no fundo sempre ocorrem pelas melhores intenções.

O longa é muito bem conduzido, com aquela carinha de produção indie, com ótimas atuações e as situações sempre bem conduzidas de forma delicada, ainda que às vezes ele pareça querer ser cool demais.

Lady Bird – A Hora de Voar é um filme pequeno e bacana, que merece a atenção de qualquer um que gosta deste tema tão explorado, mas que continua rendendo coisas boas, de jovens entrando para a vida adulta.

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Carlos Cyrino
Formado em cinema (FAAP) e jornalismo (PUC-SP), também é escritor com um romance publicado (Espaços Desabitados, 2010) e muitos outros na gaveta esperando pela luz do dia. Além disso, trabalha com audiovisual. Adora filmes, HQs, livros e rock da vertente mais alternativa. Está no DELFOS desde 2005.