Faleceu neste domingo, 16 de julho, o cineasta George A. Romero, considerado nada mais que o “pai dos zumbis” e um dos mais inventivos e criativos diretores independentes e do cinema de horror. George perdeu uma luta contra um câncer de pulmão e, segundo nota divulgada por sua família, ele partiu dormindo, em paz, aos 77 anos de idade.

Se hoje a febre dos zumbis está com força total em todas as mídias possíveis e imagináveis, talvez seja uma surpresa para você, delfonauta mais jovem, neófito ou desinformado, saber que, até 1968, os mortos-vivos comedores de miolos não existiam e os únicos zumbis que habitavam os cinemas eram baseados no vodu e hoodoo. Em outras palavras, eram sujeitos vivos transformados em lacaios sem vontade própria por feitiçaria e poções mágicas.

Eis que, no mesmo ano de diversas revoluções sócio-culturais, também o mundo dos zumbis sofreu a sua própria, com a estreia de um jovem diretor em longas-metragens e, a partir daí, a cultura pop e o universo dos filmes de terror nunca mais foi o mesmo. O responsável, claro, foi George Romero, o homem considerado o pai dos filmes Z, reverenciado por qualquer fã de mortos-vivos que se preze como o papa do gênero.

Porém, restringi-lo apenas à sua famigerada “saga dos mortos” seria uma grande injustiça, pois ainda dentro do campo do terror/fantasia, ele fez vários outros trabalhos, muitos dignos de nota.

Por isso, para corrigir um pouco dessa injustiça histórica, bem como para homenagear o homem que nos deixou no fim de semana e que tantas alegrias em forma de tripas, miolos e tiros na cabeça nos deu, nada mais justo que ele figurasse como um dos tremendões do hall da fama delfiana! E sem mais delongas, vamos ao que interessa:

OS PRIMEIROS PASSOS

George Andrew Romero nasceu em 4 de fevereiro de 1940, na cidade de Nova Iorque. Filho de pai cubano e mãe de ascendência lituana, Romero morou na cidade que nunca dorme até o final de sua adolescência/começo da vida adulta, quando foi estudar na Carnegie-Mellon University, em Pittsburgh, Pensilvânia.

Formado em 1960 em arte, teatro e design, passou a rodar curtas-metragens (desde os 14 anos fazia filmes em 8mm) e a filmar comerciais, featurettes promocionais e filmes de treinamento industrial. No final da década, formou com nove amigos a produtora Image Ten Productions e cada um dos sócios contribuiu com 10 mil dólares para que George rodasse seu primeiro filme, um tal de A Noite dos Mortos-Vivos, conhece?

ZOMBIES, MAN, THEY CREEP EVERYONE OUT!

Os zumbis vêm ao mundo no clássico A Noite dos Mortos-Vivos.

Custando cerca de 100 mil dólares, rodado em preto-e-branco, com fortes tintas de comentário social e alto nível de violência explícita para a época, A Noite dos Mortos-Vivos ganhou muita grana, virou cult já a partir da década de 70 e inaugurou todo um subgênero dentro do campo dos filmes de terror, o filme Z, amado por todos os delfianos e quase todos os delfonautas.

Para uma resenha completa sobre a pedra fundamental do gênero, basta clicar aqui. No entanto, vale citar duas curiosidades a respeito deste longa: o filme foi lançado sem qualquer aviso de copyright (os realizadores simplesmente se esqueceram de colocá-lo) e a lei da época dizia que qualquer obra sem o aviso era presumidamente de domínio público. Então sim, A Noite dos Mortos-Vivos é uma obra de domínio público, o que explica por que existem tantas versões lançadas comercialmente por aí, a maioria sem aprovação do diretor. E significa que você também pode fazer a sua versão se quiser ou mesmo colocar um DVD ou Blu Ray do longa no mercado sem nem falar com o criador. Legal, né? Menos pro Romerão, que deve estar se chutando até hoje…

Duane Jones como Ben, o protagonista do filme: ousado para a época.

A segunda é que, justamente por ser um trabalho de domínio público, em 1999 a obra foi uma das primeiras a ser incluída no Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos EUA. Mantida pelo governo, ela arquiva e preserva obras históricas, significantes estética e culturalmente. Tudo isso para demonstrar a gama e diversidade da herança cinematográfica estadunidense. Chique, hein? E o bom é que se houver um apocalipse zumbi, o trabalho fica preservado pra posteridade.

Retomando, A Noite faria o nome de Romero em Hollywood e o deixaria eternamente marcado como o cineasta dos zumbis, temática que ele mesmo voltaria a desenvolver em filmes posteriores, que formam sua “saga dos mortos”, sem contar as dezenas de cópias, homenagens e trabalhos inspirados por ela que surgiram ao longo dos anos. Nada mal para um pequeno filme independente.

EXPANDINDO OS HORIZONTES

Contudo, Romero não passou a explorar imediatamente o universo de mortos-vivos que criou em seu primeiro filme, tanto que o segundo capítulo, Despertar dos Mortos, só foi lançado dez anos depois.

Antes disso, preferiu expandir seus horizontes como cineasta com outras histórias e, já em seu segundo filme, mudou radicalmente de direcionamento. Lançado em 1971, There’s Always Vanilla é um drama que, segundo a sempre útil sinopse do IMDb, conta a história de um jovem que volta a Pittsburgh, sua cidade natal, e vai morar com uma mulher mais velha, de quem passa a depender de apoio financeiro e emocional.

E, como você já deve ter adivinhado, eu não assisti a esse filme porque, sejamos francos, entre assistir algo chamado Sempre Há Baunilha e qualquer coisa com “mortos” no título, não tenha dúvidas de por qual vou optar.

No ano seguinte, ele explora o suspense em outro filme que não vi, Hungry Wives (também conhecido como Season of the Witch), que até parece ter uma história interessante: uma dona de casa suburbana, infeliz e entediada, se envolve com bruxaria até que começa a surtar e perder a noção da realidade, o que pode acabar em tragédia.

O Exército do Extermínio quer que você vá mais para lá.

Já em 1973 ele lança O Exército do Extermínio, um trabalho muito interessante que pode ser considerado como um filme de zumbis sem zumbis. Na trama, um vírus desenvolvido pelo exército infecta acidentalmente uma cidadezinha do interior, provocando insanidade nos contagiados.

Este longa ganhou um remake anos atrás, chamado A Epidemia e faz jus à qualidade da obra original.

UMA PEQUENA PÉROLA

Após dirigir dois documentários para a TV em 1974, um deles sobre o Nordberg (na realidade, sobre OJ Simpson, que até então era só um simples jogador de futebol americano que não havia matado ninguém), Romero só foi voltar a filmar em 1977, com Martin, um filme que eu recomendo e considero um de seus melhores trabalhos.

Martin durante o almoço.

Para quem considera os vampiros baitolas e fosforescentes de Crepúsculo uma visão diferente do mito dos chupadores de sangue, vale a pena assistir a história do adolescente Martin, um sujeito tímido e introspectivo, que seria só um cara normal se não fosse pelo fato de que ele acredita ser um vampiro e por isso precisa beber sangue para viver. Aí não dá outra, ele sai por aí matando mulheres para saciar sua sede e a única pessoa que realmente acredita nele é seu tio supersticioso.

Nesse drama com pitadas de suspense, o diretor nunca revela se ele de fato é um vampiro ou só um maluco psicótico, e essa é toda a graça do filme, fora o fato de que ele consegue fazer você simpatizar com o protagonista, apesar das barbaridades que ele comete. Coisa de gênio. Se eu fosse você, corria atrás desse filme urgente.

RETOMANDO A SAGA

Em 1978, tio George retoma o universo dos zumbis e lança Despertar dos Mortos, ou ainda, Zombie – O Despertar dos Mortos, como também ficou conhecido por aqui. Mais uma vez usando de pesadas críticas sociais, dessa vez contra o consumismo, esse é o famoso filme onde um grupo de humanos fica preso junto com os comedores de miolos dentro de um shopping center. Clicando no link ali em cima você lê a resenha completa redigida por este que vos escreve, e clicando nesse link aqui, você lê a resenha do remake, batizado com a tradução correta, Madrugada dos Mortos, um filme completamente diferente, mas tão tremendão quanto, cortesia de Zack Snyder.

Três anos depois ele lança Cavaleiros de Aço, um filme que eu me lembro muito bem da minha infância por ser chato pra caceta e por ter uma história bem imbecil. Mesmo assim, ele tem uma boa base de fãs. Na trama, uma trupe de caboclos fãs da Idade Média fazem justas (aqueles duelos aonde um vai na direção do outro a cavalo com lanças enormes para derrubar o oponente), mas ao invés de equinos, usam motocicletas. Acredite, não é tão legal quanto parece.

No ano seguinte, Romerão, que já era considerado um dos principais nomes do cinema de horror, junta forças com ninguém menos que Stephen King (e a partir daí os dois consolidariam uma forte amizade) para um projeto que homenagearia as antigas HQs de terror da década de 50.

Duas lendas do terror juntas: George A. Romero (esq.) e Stephen King (dir.).

Creepshow – Show de Horrores, dirigido por George e roteirizado por King, é um filme dividido em cinco segmentos independentes, ligados apenas (se não me falha a memória) por uma montagem que lembra os painéis de um gibi. Como todo filme de episódios, os resultados são irregulares, mas este clássico do Corujão vale ser assistido, se não por sua qualidade, ao menos para ver ninguém menos que o tremendão Leslie Nielsen num papel dramático e Stephen King em pessoa pagando mico ao interpretar o caipirão imbecil protagonista de um dos segmentos. É trash, mas é legalzinho.

Dia dos Mortos, a terceira parte da saga, é lançado em 1985 e, na minha modesta opinião, é o melhor dos seis filmes dos mortos. Um bom orçamento, efeitos especiais de qualidade e a melhor história, na clássica linha do “não há situação ruim que as pessoas não consigam piorar ainda mais só por esporte”. Se você for assistir somente um dos filmes de zumbis romerianos, eu recomendo este.

Bub, o zumbi-símbolo de Dia dos Mortos.

MACACO ASSASSINO E FASE DE BAIXA

George Romero fecha a década de 80 com Instinto Fatal (1988), outro clássico das antigas da Rede Globo, e outra película bastante recomendável. Ela conta a singela história de um sujeito que fica paraplégico e arranja um simpático macaquinho treinado para ser seu assistente. No entanto, o bicho começa a desenvolver uma relação obsessiva por seu dono e aí as coisas logo ficam violentas.

É, eu sei, parece ridículo, mas o filme consegue fazer essa trama exagerada funcionar e o negócio é tenso pra caramba, desde que você consiga não achar certas coisas bonitinhas e soltar frases como: “óun, o macaquinho está segurando uma faca, não é uma gracinha?”. Pense apenas que o cara não consegue se mexer e aí você vai ter uma noção da seriedade da situação.

A partir daí, nosso querido tremendão entra numa fase de baixa, com filmes pouco inspirados ou que passaram batido por público e crítica. Já em 1990, ele faz, junto com o cineasta italiano Dario Argento, Due Occhi Diabolici (Two Evil Eyes no título internacional), dois contos de horror baseados na obra do escritor Edgar Allan Poe, com cada um dos diretores capitaneando um dos contos. E este é um filme que eu nem sabia que existia até fazer a pesquisa para esta matéria, então não posso falar muito sobre ele.

Em 1993, Romerão adapta um dos livros do chapa Stephen King, A Metade Negra, sobre um escritor de sucesso cujo pseudônimo parece ganhar vida própria e um imenso desejo de matar. Como a imensa maioria das adaptações da obra de King, esse também não escapa da sina de ser apenas mais um filme genérico e completamente esquecível.

Mesmo com um orçamento baixo, característica típica de seus filmes, a película foi um fracasso e, seja por causa do prejuízo financeiro, ou por estar passando por uma fase de crise criativa, o fato é que George passou os sete anos seguintes sem filmar absolutamente nada. Infelizmente, não consegui descobrir o que ele ficou fazendo nesse período, provavelmente apenas curtindo a aposentadoria.

A Máscara do Terror: ideia excelente, execução nem tanto…

Ele voltou aos cinemas apenas em 2000, com A Máscara do Terror, e nem preciso dizer que a comunidade de fãs nutria uma grande expectativa por seu retorno após tanto tempo longe das telas. Big mistake.

O filme tem uma ideia excelente. Um sujeito meio sem perspectivas na vida e sacaneado por todo mundo, acorda um belo dia com uma máscara branca no lugar do rosto e lentamente vai perdendo o medo e a moral. Fala a verdade, não parece bom?

Infelizmente, não é. Mal executado e arrastado, joga uma excelente ideia na lata do lixo e fez muita gente pensar se não era melhor continuar longe, já que era pra voltar com isso. E foi o que ele fez por mais cinco anos até finalmente reaparecer em definitivo.

A VOLTA DOS MORTOS

E resolveu voltar em grande estilo, retomando sua saga dos mortos depois de 20 anos, e transformando a até então trilogia numa quadrilogia. Claro, estou falando de Terra dos Mortos, o último capítulo da saga, o que possui maior orçamento, efeitos especiais digitais e o elenco com mais nomes conhecidos. Isso foi possível graças ao ressurgimento da popularidade Z, graças a Extermínio e à refilmagem de Zack Snyder. Além de tudo isso, este é um dos mais políticos de toda a saga.

O diretor no set de Terra dos Mortos. Note o ator John Leguizamo ao fundo.

É importante frisar, no entanto, que os filmes não são continuações diretas uns dos outros, e podem ser vistos sem problema algum separados ou fora de ordem, embora haja claramente uma linha temporal e um desenvolvimento do apocalipse zumbi que atinge o planeta.

Em A Noite dos Mortos-Vivos testemunhamos o surgimento da praga e o primeiro ataque. Em Despertar dos Mortos, a proporção de vivos para mortos está mudando, e os humanos estão abandonando as grandes cidades. Em Dia dos Mortos o jogo virou, e agora os humanos se encontram em menor número e escondidos. E em Terra dos Mortos, apesar das dificuldades, já conseguiram se reorganizar. Contudo, parece que George esgotou suas ideias para desenvolver esse universo no quarto exemplar, porque no próximo produto da grife “dos mortos”, ele apertaria o botão reset.

Uma forma criativa de se despachar um zumbi em Diário dos Mortos.

Diário dos Mortos (2007) é o primeiro de uma nova saga separada de mortos-vivos. Novamente mostra o começo de uma epidemia zumbi, mas dessa vez em plena era da internet (numa crítica não tão precisa à mídia), mostrando um grupo de estudantes de cinema que, assim que fica sabendo do que está acontecendo, pegam a estrada num grande trailer (o veículo, não a peça promocional) a caminho da casa de um deles.

Infelizmente, o começo dessa nova saga nem se compara à quadrilogia anterior e, embora tenha boas mortes, as críticas não funcionam, e ele se rende a alguns clichês do cinema de terror que nunca havia utilizado antes porque, bom, porque ele era bom demais para isso. Gente que anda pra trás e/ou sozinhos em lugares sinistros e pessoas com alto nível de burrice são apenas alguns exemplos disso.

E as coisas não melhoraram muito em seu último filme, A Ilha dos Mortos. Pela primeira vez aproveitando personagens do filme anterior e fazendo uma continuação direta de Diário dos Mortos, temos aqui a briga entre duas facções rivais numa ilha na costa dos EUA. Uma quer matar os mortos (cara, como é bizarro escrever isso) do lugar para poder viver em segurança. A outra defende mantê-los, na esperança de surgir uma cura, e aí, como o diretor sempre nos ensinou, os zumbis deixarão de ser um problema se comparados à impossibilidade das pessoas de conviverem em paz ou sem tentar levar a melhor sobre os outros.

Como manusear corretamente um morto-vivo em A Ilha dos Mortos.

Boa ideia, execução um tanto afobada e rápida demais para o nível de desenvolvimento que uma história dessas exige. Além do mais, força a barra em alguns momentos e o roteiro, em particular, é o pior de toda a série.

A INFLUÊNCIA

Nem preciso falar da enorme influência que o cinema de Romero possui, certo? Especialmente seus filmes dos mortos-vivos, claro. Basta ver quantos zumbis caminham entre nós (figurativamente falando) atualmente.

Entre filmes que fazem referências diretas (A Volta dos Mortos-Vivos), homenagens carinhosas (Todo Mundo Quase Morto), ou simplesmente copiam e exploram o filão sem a mesma classe (a série Resident Evil), hoje em dia os zumbis estão na moda. Zack Snyder construiu seu nome e reputação com eles, e até gente oscarizada do mainstream, como Danny Boyle, apresentou sua versão dos comedores de miolos.

Enquanto toda essa popularização dos zumbis acontecia, culminando com The Walking Dead, uma das séries de TV mais vistas da atualidade, e que claramente bebe da fonte de Romero, o cineasta acabou relegado às margens da indústria dirigindo filmes de baixo orçamento (seus filmes mais caros foram A Metade Negra e Terra dos Mortos, custando 15 milhões de verdinhas cada), enquanto séries milionárias como o já citado Resident Evil faturam os tubos mamando nas suas ideias.

Aliás, sabia que originalmente ele estava escalado para dirigir o primeiro filme da série? Mas largou devido às famosas divergências artísticas quanto ao roteiro do negócio. Pelo menos o velhinho manteve sua integridade, o que não é pouca coisa.

Até na música podemos sentir a influência do cara. Os Misfits, por exemplo, têm três músicas com nomes de filmes do Romerito, Night of the Living Dead, do clássico Walk Among Us, Day of the Dead, do American Psycho e Land of the Dead, lançada no single de mesmo nome e depois no álbum The Devil’s Rain. E não parou por aí, pois os caras chegaram até a contratar o velhinho para dirigir o clipe de Scream.

OS ÚLTIMOS ANOS

Em seus últimos anos ele estava morando em Toronto, Canadá, e havia se separado de sua segunda esposa, Christine Forrest (que conheceu no set de Hungry Wives), com quem era casado desde 1981 e mãe de seus dois filhos. Em 2009, passou a ter dupla cidadania, virando também cidadão canadense.

Em 2014 ele voltaria ao universo dos mortos-vivos naquele que seria seu último trabalho, porém não nas telonas, mas sim nas páginas das HQs. Ele escreveu uma minissérie em 15 edições chamada Empire of the Dead, e publicada pela Marvel Comics, que a dividiu em três atos de cinco edições e cuja história, além de zumbis, possuía também vampiros. No Brasil, a Panini já publicou os dois primeiros atos da HQ que aqui se chama Império dos Mortos.

Império dos Mortos: Romero levou sua saga dos mortos para as páginas das HQs.

Como você pôde ver, George A. Romero era um cineasta de altos e baixos, erros e acertos. No entanto, quando acertava, sai da frente. E ei, o cara é simplesmente responsável por todas as infestações de zumbis que atacam as nossas mídias favoritas desde o final dos anos 1960. Só por isso, ele já merece figurar entre nossos ilustres tremendões.

Momento mais tremendão: A primeira quadrilogia dos mortos resume muito bem suas melhores características. Porém, Martin é um trabalho que merece ser descoberto.

Momento menos tremendão: Elejo A Máscara do Terror por jogar no lixo uma ideia preciosa.

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Carlos Cyrino
Formado em cinema (FAAP) e jornalismo (PUC-SP), também é escritor com um romance publicado (Espaços Desabitados, 2010) e muitos outros na gaveta esperando pela luz do dia. Além disso, trabalha com audiovisual. Adora filmes, HQs, livros e rock da vertente mais alternativa. Está no DELFOS desde 2005.
  • Roberto Vasconcelos Eluan

    RIP, mestre.