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Plataformas: PS4, Xbox One, PC, Switch
Versão analisada: Xbox One
Desenvolvedora: Tequila Works
Editora: Grey Box
Ano: 26 de maio de 2017 (versão de Switch sai ainda em 2017)
Gênero: Plataforma e puzzles
Nota:



Rime quer ser um novo Ico

Publicado em 29/5/2017 às 00:00


Rime é um daqueles jogos com um desenvolvimento longo e conturbado. Anunciado lá em 2013, ele ficou por muito tempo como um exclusivo de PS4. Eu venho acompanhando sua história desde aquela época, pois ele sempre me pareceu uma obra bela e interessante. Em 2016, no entanto, a desenvolvedora Tequila Works - que você pode conhecer de jogos legalzudos, como Deadlight comprou os direitos da Sony, e acabou que ele perdeu sua exclusividade, chegando agora a Xbox One e PC, além do bom e velho PS4. Até uma versão para Switch está para sair, com lançamento previsto para o terceiro trimestre de 2017).

Agora com a obra em mãos, podemos falar que ela é tão linda e tocante quanto gostaríamos. O visual é nada menos do que lindo, com cores vivas, céu estrelado e bichinhos bonitinhos habitando os cenários. O nível de atenção aos detalhes é tamanho que o seu personagem corre de forma diferente em chãos molhados, levantando mais as pernas. A música contribui para a emoção, com belas melodias orquestradas que dão o tom de fantasia e relaxamento para a aventura.

Infelizmente, tecnicamente o jogo não roda muito bem, pelo menos no Xbox One, onde testei. Há um consenso entre os gamers de que os jogos devem rodar a pelo menos 30 fps constantes, sempre com o desejo de que eles alcancem os 60 fps, desejo este tão forte e ao mesmo tempo tão impossível quanto a vontade masculina de que toda mulher tivesse cabelos vermelhos.

Acontece que Rime ele roda consideravelmente pior do que isso. Eu sinceramente tive a sensação de que ele precisava se esforçar para se manter nos 15 fps. Até tentei desligar e ligar o Xbox One algumas vezes para ver se era um problema aqui, mas parece que é do jogo mesmo. Depois de um bom tempo que você está jogando, parece que as coisas melhoram, mas eu sinceramente fiquei em dúvida se realmente melhora ou se meus olhos simplesmente se acostumaram com o framerate perneta. Toda vez que eu inicio o jogo, ele rola desse jeito, melhorando depois de algumas dezenas de minutos.

Esta má impressão técnica é completada por loading enormes, daqueles em que minutos passam antes de você começar a jogar. Felizmente, uma vez que o jogo é carregado, demora bastante para outra tela de loading aparecer. Você não morre em Rime, quando falha por algum motivo, como cair de uma plataforma alta, simplesmente reaparece imediatamente.

Este é um daqueles jogos tranquilos e relaxantes, que imploram para serem jogados com calma, deliciosamente absorvendo o audiovisual. Sim, há alguns momentos mais tensos em sua duração, mas são poucos e espaçados, o grosso sendo mesmo uma exploração tranquila, cujo tom é dado pelo fato de que existe um botão para que o protagonista cante uma melodia.

Este botão, na verdade, serve para usar a voz de forma contextual. Seus gritos podem acender tochas, quebrar vasos e resolver puzzles, mas se você aperta num momento qualquer, o menino simplesmente canta um pouquinho.

Apesar de ser tranquilo, Rime não é um walking simulator. Você vai precisar solucionar vários puzzles para prosseguir, e em muitos momentos vai pular de uma plataforma para outra e escalar paredes na melhor tradição Uncharted. Embora haja desafios que podem ser considerados inimigos, não há combate propriamente dito. Faça tudo no seu tempo, e da forma que tiver vontade.

É simplesmente impossível jogar Rime e não se lembrar dos jogos da Team Ico, em especial o próprio Ico. Quem não jogou o clássico de PS2 mas tem um PS4, com certeza vai pensar em The Last Guardian. Artisticamente o visual cheio de ruínas e pinturas rupestres remetem diretamente ao trabalho dos japoneses. Isso sem falar que o protagonista é um menino até bem parecido com os do Team Ico e a história é contada totalmente sem palavras.

Também é difícil não recordar do excelente Journey pelo clima da coisa toda e pelos cenários expansivos e abertos. Ah, e é inegável que a misteriosa figura que você persegue em Rime é extremamente parecida com os personagens de Journey.

Tem também uma simpática raposinha que aparece para te mostrar o caminho quando você parece estar perdido. O que achei curioso é que ela late como um cachorro. Quem diria que raposas latem?

Apesar de ser um tanto derivativo, eu gostei muito do meu tempo com Rime. O que mais me incomodou não foi a sensação de “já joguei isso antes”, mas os problemas técnicos mesmo. O Xbox One é menos poderoso que o PS4, então pode ser que ele rode melhor no videogame da Sony. Até estou com uma cópia de PS4 aqui, mas ao invés de usá-la para testar, vou guardá-la para dar de presente para você (é, você mesmo, mantenha-se delfonado) em um futuro próximo. Meu medo é como ele deve rodar no Switch, que é ainda menos potente que o Xbox One. Talvez isso explique porque o jogo não saiu ainda para o semi-portátil da Nintendo.

Por isso, se você está interessado no jogo, recomendaria esperar um tempinho. Tem toda a cara de que estes problemas de framerate serão resolvidos com patches. Se não aguenta esperar, no entanto, ainda assim Rime é um jogo belo e emocionante, que vale ser jogado.

Leia mais sobre Rime, Tequila Works, Grey Box, Plataforma, Puzzles, PS4, Xbox One, PC, Switch.






     
     
 

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