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Plataformas: PC, PS4, Xbox One e Switch
Versão analisada: Xbox One
Desenvolvedora: Playtonic
Editora: Team17
Ano: 11 de abril de 2017
Gênero: Plataforma 3D em 64-bit
Nota:



Yooka-Laylee

Publicado em 10/4/2017 às 00:00


É comum vermos jogos retro que homenageiam os 8 e os 16-bit. Yooka-Laylee, no entanto, presta homenagem a uma época um pouco mais recente e não tão lembrada: a dos 64-bit. Obviamente, só existiu um console de 64-bit, e é justamente dali que vem a grande inspiração para este excelente novo jogo. Em outras palavras, fãs de Nintendo 64, regozijem-se!

CORES E CARISMA

Yooka-Laylee é um nome difícil, né? Pois nada mais é do que o nome dos dois protagonistas. Pois é, qualquer semelhança com Banjo-Kazooie não é mera coincidência. Yooka é o lagartinho bonzinho que você controla mais diretamente. Laylee é a morceguinha porreta que fica o jogo todo na sua cabeça.

Na tradição Ratchet & Clank Laylee ajuda com alguns movimentos, como o voo, mas em geral a presença dela é mais sentida nos diálogos, graças à sua... bem... sinceridade pungente.

O visual de Yooka-Laylee é um dos mais bonitos da atualidade. Talvez não seja de fato o mais impressionante tecnicamente, mas se você gosta de cores e de um visual cartunesco (eu adoro), ele transborda carisma. Mais do que isso, tudo tem olhinhos, todos os itens que você pode pegar ficam dançando, os personagens sorriem o tempo todo. O jogo é simplesmente de uma alegria contagiante e isso torna jogá-lo um imenso prazer.

EM BUSCA DE PAGININHAS

A história não poderia ser mais simples. Existe uma corporação que está roubando todos os livros do mundo. Nossos heróis tiveram um livro roubado e agora querem recuperá-lo. Página por página.

Pois é, as páginas em Yooka-Laylee fazem as vezes das estrelas em Super Mario 64. Você precisa coletá-las para progredir no jogo e para liberar novas fases. Há um mundo hub, com caminhos fechados até você conseguir habilidades específicas que são compradas dentro das fases ou dadas de graça no próprio hub.

Embora também existam páginas no hub, seu foco por ali vai ser encontrar livros. Você pode usar as páginas coletadas para abrir os livros, e daí pular dentro deles para explorar as fases e pegar mais páginas. Há também a possibilidade de usar páginas extras para expandir o livro, o que abre novos caminhos e desafios nas fases.

As fases são bem abertas, com dezenas de caminhos a serem explorados ao mesmo tempo. Para ajudar você a se localizar, há 200 peninhas em cada uma. Você vai usá-las para comprar novas habilidades, mas elas acabam servindo mesmo é para guiar você até locais pelos quais ainda não passou, e que podem abrigar novas páginas. Assim, resista à tentação de sair pegando todas elas. Pegue apenas as que estão no caminho que você quer seguir, e assim os caminhos inexplorados ficam marcados com peninhas como se fossem migalhas de pão.

PERAÍ, É UM JOGO DE COLECIONÁVEIS?

É. E vou te dizer, este prognóstico também não me animou muito. No entanto, me diverti tanto com Yooka-Laylee que fui obrigado a pensar como estava adorando o jogo se eu odeio colecionáveis. Eu cheguei a uma conclusão.

Cada pagininha é basicamente a recompensa para cumprir um objetivo. Em alguns casos é um minigame, em outros um desafio de plataforma ou até missões. Você pode, por exemplo, encontrar o Shovel Knight (pois é, ele mesmo), que está com problemas para se orientar no mundo 3D e quer ajuda para encontrar tesouros. Sua recompensa? Uma página. Um RPG te recompensaria com XP e bloquearia as fases por níveis. Yooka-Laylee te dá páginas e, com mais páginas, mais fases você pode explorar.

De fato, se você for obsessivo e quiser ganhar a conquista para pegar todas as páginas, provavelmente vai ficar irritado, mas jogando apenas para progredir, a coisa é bem mais aprazível. Basicamente, eu explorava as fases, indo para onde me desse na telha e resolvendo os desafios que apareciam na minha frente, e era constantemente recompensado por páginas. Há 25 páginas em cada fase, e na maioria delas eu conseguia perto de 20 simplesmente explorando, como faria em qualquer outro jogo.

Ao contrário do Mario 64, você não é expulso da fase quando pega uma página, mas pode continuar explorando. Você sai da fase quando quiser, quando achar que já deu e quiser uma mudança de ares. O único problema sério desse esquema é que, como as páginas não têm nomes ou qualquer tipo de identificação, fica difícil saber quais você ainda não pegou.

USANDO A CABEÇA

Nas minhas primeiras horas, eu estava explorando exaustivamente antes de prosseguir, mas percebi que muitas páginas precisavam de habilidades que eu ainda não tinha. Estava no segundo mundo, e então tomei a decisão de aproveitar que já tinha juntado muitas peninhas, e saí para explorar o hub para achar novas fases, entrar nelas, comprar os upgrades e voltar para o hub para encontrar outras fases. Assim, consegui abrir todos os livros e conseguir todas as habilidades e voltar para explorar as missões anteriores com tudo que precisava.

Isso foi a melhor coisa que eu fiz, pois diminuiu aquela frustração de ficar um tempão tentando resolver um puzzle, desistir e muitas horas depois receber uma habilidade que tornava a solução óbvia. Claro, eu só consegui fazer isso por ter explorado muito bem as duas primeiras fases e coletado tudo ou quase tudo que era possível.

Há apenas cinco fases enormes, com 25 páginas em cada uma. Pois é, seria mais divertido se fossem menores e tivessem colocado mais cenários diferentes, mas isso provavelmente custaria mais caro para desenvolver. Tem 145 páginas no total. Você precisa de 75 para liberar e expandir todas as fases, e de 100 páginas para liberar o acesso ao final da história.

Estes números parecem altos, e de fato são. Particularmente, eu gosto muito de explorar, então quando chegou a hora de concluir a história, eu já tinha bem mais do que as 100 páginas que ele solicita. Consigo prever, no entanto, que algumas pessoas possam ter problemas em conseguir as 100 páginas e acabar causando aquele problema do ReCore, de não conseguir terminar por falta de colecionáveis, o que nunca é legal.

VOANDO, EXPLORANDO E COMENDO

Falei bastante dos colecionáveis, mas o forte do jogo, o que o deixa tão gostoso de jogar, são os controles. Assim como em Mario 64, simplesmente andar pelos cenários coloridos e cheios de personagens carismáticos já é um prazer por si só.

O carisma transborda até no tutorial. Coma sua primeira borboleta e ela falará algo como “Oi, eu sou uma borboleta gostosa. Me coma para recuperar sua vida”. E sim, eu sei que isso em português pode soar um tanto mais safado do que os desenvolvedores planejaram, mas daí é culpa sua e da sua cabeça tarada, seu tarado.

Basicamente todos os superpoderes dos jogos de plataforma estão disponíveis para você. O que começa como um simples pulo duplo vira um glide e depois vira um voo completo. Se no início você tem fôlego limitado na água, depois pode simplesmente se envolver em uma bolha que permite que você tenha mobilidade total e oxigênio ilimitado. Dá para ficar invisível, apertar botões no chão com bundadas e até comer plantinhas para alguns power-ups temporários, como cuspir fogo e balas de canhão. E adivinha só, essas habilidades abrem novos caminhos e acesso a páginas se você descobrir onde usá-las.

Tem até um personagem bem divertido chamado Rextro, um dinossauro poligonal que está sempre cuidando de um fliperama old-school, onde sua performance é recompensada por páginas. E se você é fã de Donkey Kong, vai gostar de saber que existem desafios em carrinhos de mina que lembram muito o clássico do Super Nes. Sua recompensa? Quero ver você adivinhar.

Isso tudo faz com que Yooka-Laylee seja um jogo muito variado. Embora você esteja sempre procurando por páginas, as coisas que você faz para conseguí-las mudam bastante. Em um momento você pode estar jogando pachinko e em outros passando por uma fase em 2D que parece tirada de New Super Mario Bros.

Sim, é verdade, nem todos os desafios são tão divertidos, e você provavelmente vai encontrar alguns que são bem difíceis ou simplesmente chatinhos. Os que exigem que você se transforme em outro personagem são especialmente entediantes. O lado bom é que você não precisa completar tudo, então sempre pode deixar os mais pentelhos para um dia que pode nunca chegar e se concentrar nas muitas coisas divertidas que tem para fazer aqui.

YOOKA-LAYLEE

Apesar de serem apenas cinco fases, o jogo é bem mais longo do que pode parecer. Eu demorei quase 30 horas para terminá-lo, e me diverti bastante na maior parte desse tempo, chegando até a ficar chateado quando ele acabou. Digo mais, Yooka-Laylee é um dos jogos mais divertidos e agradáveis que joguei em muito tempo. Se você tem alguma memória afetiva com os clássicos da Nintendo, em especial com os do Nintendo 64, faça um favor a si mesmo e compre Yooka-Laylee na primeira oportunidade.

Leia mais sobre Yooka-Laylee, Playtonic, Team17, Nintendo, PC, Xbox One, PS4, Switch.






     
     
 

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