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Plataformas: PS4, Xbox One e PC
Versão analisada: PS4
Desenvolvedora: Bombservice
Editora: Playism
Ano: 4 de março de 2016 (PC), 16 de março de 2017 (consoles)
Gênero: Metroidvania
Nota:



Momodora: Reverie Under the Moonlight

Publicado em 17/3/2017 às 00:00


A maioria dos fãs de games hoje em dia se divide entre comprar seus jogos em mídia física ou digital. No meu caso, a imensa maioria do que eu jogo vem direto das editoras, e é claro que para elas o digital é bem mais prático. Desta forma, eu estou habituado a receber um jogo, digitar o código e só poder jogar no dia seguinte, uma vez que 50gb de download é uma tarefa hercúlea até para a mais veloz das conexões.

Eu estou dizendo isso porque, menos de cinco minutos depois de Momodora: Reverie Under the Moonlight popar aqui no oráculo, eu já o estava jogando. Pois é, delfonauta, o jogo tem menos de 100 mega, o que traz vários pontos positivos: ele quase não ocupa espaço do seu HD, baixa rapidinho, e é praticamente desprovido de loadings.

Lado negativo? Ora, é óbvio que com apenas 100 mega, ele não será fotorrealista. Mas isso não significa que ele seja feio. Você sabe que eu ando um pouco de saco cheio de jogos pixelados. Ninguém compra um PS4, um receiver 7.1 e uma TV 4K para jogar coisas que poderiam rodar em um Mega Drive. Este jogo é pixelado, mas a sua animação é tão absurdamente boa que admito ter ficado impressionado assim que comecei a me movimentar com a sacerdotisa que o protagoniza.

PREQUÊNCIA

Este é o quarto jogo da série Momodora e trata-se de uma prequência. Os eventos que vemos aqui acontecem 400 anos antes do primeiro jogo, e até lá adquiririam status de lenda. Com isso, você pode pensar que temos algo focado na história, mas não é o caso. A estrela aqui é totalmente o gameplay. A história é contada através de alguns poucos diálogos escritos, sem cutscenes. O próprio final é apenas uma sequência de caixas de texto.

Felizmente, o gameplay é realmente muito bom. Trata-se de um jogo 2D focado no combate, e a animação é tão caprichada que deixa bater nos inimigos muito divertido. Por exemplo, cada porrada que você acerta num desafeto, ele faz uma carinha diferente, e isso dá todo um charme.

O pessoal da Bombservice coloca como principal inspiração para o jogo o clássico Castlevania: Symphony of the Night, e isso é bem perceptível em coisas como o mapa em quadradinhos. Mas sabe que eu também percebi uma boa relação com Dark Souls?

Por exemplo, você salva em altares e muitas vezes há portas trancadas nos arredores que só abrem do outro lado. Isso significa que é comum, no lugar de um novo checkpoint, você encontrar um atalho para um altar pelo qual já passou. Como aqui você tem um mapa, é mais acessível sacar quando andar em uma determinada direção pode render um atalho. Outra semelhança com os Souls é que você tem um item de cura que ganha um refill sempre que salva, e cuja quantidade é aumentada ao longo da campanha.

Além disso, ao contrário de outros metroidvanias, aqui ele não diz para onde você deve ir. Chegou um ponto em que eu tinha três áreas abertas ao mesmo tempo e tive que ir explorando-as uma a uma sem saber qual era a próxima ou mesmo se algumas delas eram totalmente opcionais.

Aí entra meu principal problema com o jogo. Desde o início, há uma opção de teleporte nos altares, mas ela começa apagada e só foi habilitada quando eu estava com 65% do mapa explorado. E depois disso o jogo se torna bem mais linear, fazendo com que o fast travel não seja tão necessário. Além disso, não dá para se teleportar para todos os altares, apenas para alguns específicos. A exploração seria bem mais divertida se eu pudesse me teleportar desde o início, evitando com que eu ficasse passando pelas mesmas áreas centrais repetidas vezes.

REVERIE

O jogo tem opção de dificuldade e não deixa mudar no meio da campanha. E ele dá a impressão de que será bem difícil nas primeiras fases, muito porque os saves não ficam muito próximos. Depois de um tempo, no entanto, você começa a morrer bem menos, então não espere a dificuldade de um Dark Souls o que, para mim, é ótimo.

Tem um monte de chefes também, e a imensa maioria deles é bem legal. Nem todos têm um checkpoint próximo, o que é ruim, mas nenhum é especialmente difícil, e o timing dessas batalhas é bem legal, sem dar aquela sensação comum de “caramba, MAIS UM chefe”.

Graças ao olho furado de Odin, ele não é um RPG, mas há algum grau de customização. Você tem dois espaços para itens passivos e três para ativos. Os ativos são itens de cura, magias e afins. Os passivos são coisas como ganhar mais dinheiro ou fazer com que estar envenenado cure sua energia (uma mão na roda).

Não há muitos itens ativos, mas tem mais de uma dezena de passivos, e vários deles são úteis. Eu passei o jogo todo esperando pela possibilidade de achar um upgrade que possibilitasse que eu equipasse mais de dois, mas isso nunca aconteceu.

Embora os personagens tenham um design e animações impressionantes, os cenários não são lá muito inspirados. A maioria é escura e sem muitos atrativos. Basicamente, o mais legal é onde o jogo começa e depois disso poucos são realmente inspirados.

Também podia ter mais músicas, algo bem importante em um jogo 2D. As que estão aqui até são legais, mas tocam basicamente nas batalhas contra os chefes e em algumas poucas fases.

LUAR

O jogo durou quase cinco horas para mim. Um pouco mais curto do que o padrão do gênero, é verdade, mas eu gostei muito de todo meu tempo com ele. Não o colocaria no mesmo nível de excelência de Guacamelee, por exemplo, mas é uma excelente pedida para fãs do gênero e de sidescrollers em geral.

Leia mais sobre Momodora, Bombservice, Playism, Metroidvania, PS4, PC, Xbox One.






     
     
 

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