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Título original: Beauty and the Beast
País de origem: EUA
Ano: 2017
Gênero: Fantasia/Musical
Duração: 129 minutos
Distribuidora: Disney
Direção: Bill Condon
Roteiro: Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos.
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Josh Gad, Kevin Kline, Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson e Stanley Tucci.
Nota:



A Bela e a Fera

Publicado em 15/3/2017 às 00:00


Quando acaba a criatividade, Hollywood opta por refilmar grandes sucessos do passado. A Disney tem uma vantagem: seus sucessos antigos são todos desenhos que boa parte do mundo civilizado cresceu assistindo. E lançá-los novamente, agora em live-action, acrescenta um gostinho todo especial para os fãs das animações.

Eu sou um destes fãs. Inclusive, ao conversar com o Cyrino depois da cabine de Mogli, ele disse que eu deveria escrever a resenha do filme, pois claramente tinha muito mais valor afetivo para mim. A resenha do menino lobo acabou saindo em toda sua cyrinovênscia, mas quando chegou a cabine de A Bela e a Fera, nosso amigo se aproximou e eu fiz minha melhor imitação de Shere Khan para avisar que esta seria minha.

REMEMBER THE FIRST DANCE WE SHARED?

A verdade é que, embora eu seja fã dos desenhos da Disney, e tenha gostado bastante de A Bela e a Fera quando ele foi lançado, não o assisti tantas vezes e nem me lembro tão bem quanto de Mogli, Aladdin ou outros dos meus preferidos.

Lembro-me bem da história em geral, mas não tanto de suas peculiaridades. Mesmo as músicas, admito que só me lembrava de uma ou duas, enquanto em outros desenhos da Disney, como O Rei Leão, sei cantar várias em português e em inglês.

Ainda assim foi bom que eu tenha ficado com a resenha. Na sessão de Mogli, quando o macacão começou a cantar, percebi o Cyrino se encolhendo em posição fetal em uma mistura de raiva e medo que nunca tinha presenciado antes. E olha que o filme em questão abriu mão de boa parte das músicas do desenho. A Bela e a Fera, por outro lado, é um musical/romance, duas coisas que todos sabemos que não apetecem ao nosso amigo.

A protagonista Bela (Hermione Granger) já é apresentada com um imenso número musical no qual toda a aldeia canta sobre sua beleza, sua inteligência e como a combinação de ambos faz com que ela seja estranha. Mulher inteligente? Onde já se viu? Daí chega o bonitão Gaston (Luke Evans), derretendo o coração de todas as moçoilas. Todas? Não. Pois uma delas resiste agora e sempre aos avanços do invasor. Duvido que você adivinhe qual!

LOVE ME BEFORE THE LAST PETAL FALLS

Não demora para a Bela, bonita e inteligente que só ela, ser prisioneira da Fera, um príncipe amaldiçoado que tem que encontrar o amor antes da última pétala de rosa cair. Daí você sabe, rola uma síndrome de Estocolmo nervosa com uma pitada de zoofilia e o resto é história. Uma história bem clássica e bem conhecida, aliás.

Visualmente, o filme é um espetáculo. Convenhamos, em um filme em que quase todos os personagens são CG, este aqui não é exatamente um live-action. Mesmo assim, os efeitos especiais são simplesmente fantásticos. Se você consegue imaginar a Fera do desenho clássico na vida real, provavelmente vai se surpreender com o quanto ele está parecido por aqui.

E não é só ele. Todos os serviçais do castelo também estão muito bonitinhos. Falo, claro, de Lumiére e sua turma de pessoas com nomes curiosamente apropriados para os objetos que viraram. Não dá para não soltar um óun quando aparece o banquinho que se comporta como um fofo cachorrinho.

Os números musicais, então, nossa senhora do olho de Odin! É impossível não ficar boquiaberto com a beleza estética de cenas como a música do jantar. Estas cenas já eram tradicionalmente as mais apetitosas visualmente dos desenhos da Disney, e ficam ainda mais impressionantes neste CG que faz de conta ser live-action.

Simplesmente não dá para colocar defeitos no visual do filme, que recria cuidadosamente o belo design do desenho de 1991, que muita gente considera um dos mais bonitos da Disney.

THE NIGHT YOU LEFT WITH A KISS SO KIND

Infelizmente, na parte de história, a coisa sofre um pouco. Talvez eu esteja sendo exigente demais, e estas coisas já fossem um problema no original, mas como eu tinha onze anos quando o assisti, capaz de não ter percebido.

Há alguns furos de roteiro que são um tanto irritantes. Por exemplo, logo no início, a Bela encontra o castelo no qual o pai está preso porque o cavalinho deles a leva até lá. Até aí tudo bem, mas por que quando o pai tenta voltar para salvar a filha, ele não consegue achar o castelo? O pônei esqueceu?

Coisas assim abundam em toda a projeção e exigem uma suspensão de descrença maior do que a fantasia da história permite. Vou até marcar uma delas como spoiler porque acontece mais perto do clímax do filme, mas não acho que vai estragar a surpresa de ninguém. De qualquer forma, se quiser ler, selecione abaixo.

Não demora para a Bela ficar de saco cheio e resolver ir embora. Ela simplesmente vai até a porta e a abre. Que prisão mais tranquila, não? Daí, claro, ela é atacado por lobos, que parecem ser um perigo real na região, pois vários personagens fazem referências a eles em diversos momentos. Beleza, mas um pouco mais à frente, ela sai do castelo, novamente sozinha e novamente à noite. Nada de lobos. E pouco depois, ela volta da aldeia para o castelo, adivinha só, sozinha e à noite. E nada de lobos. Ora, pois, os lobos só atacam quando é conveniente para a história?

MY DREAMS ARE MADE OF YOU, OF YOU, AND ONLY FOR YOU

Sinceramente, minha memória não permite saber se estas falhas de roteiro já estavam no desenho, ou mesmo na historinha original. Pode ser que estivessem. Mas ao refazer o filme, especialmente em uma versão bem mais longa como esta, era uma excelente oportunidade para os roteiristas resolverem os problemas.

Ainda assim, A Bela e a Fera é um filme bacana. Temos aqui uma história com menos humor do que os desenhos tradicionais da Disney, mas é tudo tão apurado esteticamente, e as músicas são tão bonitas que é difícil não se emocionar. Se você tem alguma relação afetiva com o desenho ou mesmo se nunca assistiu, é uma boa pedida para curtir no cinema com a patroa ou com os filhos.

CURIOSIDADES:

- Você viu o nome dos roteiristas? Stephen Chbosky e Evan Spiliotopoulos. Cara, e tem gente que acha Corrales um nome difícil de escrever.

Leia mais sobre A Bela e a Fera, Bill Condon, Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Disney, Desenhos.




 

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