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Plataformas: PS4, PS Vita, PS VR
Versão analisada: PS4 e PS VR
Desenvolvedora: Oasis Games
Ano: 28 de fevereiro de 2017
Gênero: Adventure point and click em primeira pessoa
Nota:



Dying: Reborn

Publicado em 6/3/2017 às 12:00


Dying: Reborn é um caso único. Não por ele ser realmente um jogo diferente de tudo que vemos por aí, mas por ter uma estratégia de lançamento curiosa e até um tanto questionável.

Na verdade são dois jogos. A versão de PS4 e Vita chama Dying: Reborn, tem seis capítulos e custa 20 dólares. Se você é um entusiasta do VR, no entanto, há o Dying: Reborn VR. Esta tem metade do jogo e custa metade do preço.

Daqui podemos apenas especular. Talvez a Oasis Games não tenha tido orçamento para passar o jogo todo para o VR, o que é perfeitamente compreensível. O que é estranho é que fatiaram a própria criação, lançando para o PS VR não uma versão resumida, mas algo que parece um demo. Os dois primeiros capítulos até fazem sentido, pois são o início do jogo normal, mas o terceiro em VR é o quarto no padrão e fica perceptível que falta um pedaço. Além disso, ao terminar o jogo, não há final algum. A história contada até então simplesmente não termina. Não é um cliffhanger, ela simplesmente para no meio, como se você saísse da sala de cinema antes do filme terminar.

Eu joguei primeiro a versão em VR sabendo do lançamento dividido, mas penso como deve ser frustrante para alguém que não sabe e comprou esta versão achando que era a melhor opção. Tem uma hora que o protagonista fala algo de uma Connie, mas a tal Connie nunca apareceu antes – pelo menos não com este nome.

Em outro momento, você precisa sintonizar uma estação de rádio, que é mostrada para em um troféu encontrado pelo caminho. O problema? O troféu simplesmente não existe na versão em VR, obrigando o jogador a apelar para a tentativa e erro.

Além de ter apenas um pedacinho da história, a interface e o jogo em si são muito menos elaborados. Por exemplo, uma coisa que me incomodou bastante durante minha campanha VR é que o cursor não muda de cor quando você olha para algo interagível, algo comum em adventures desde os anos 90. Assim que comecei a versão em 2D, no entanto, reparei que lá isso acontecia. Por que não fizeram isso no VR? Coisas assim aumentam a impressão de que se trata de um tech demo, não de um lançamento comercial.

MAS COMO É O JOGO?

O jogo é um adventure em primeira pessoa. Basicamente, cada capítulo se passa em um espaço fechado e você precisa coletar e usar itens espalhados pelo cenário para encontrar a saída. Tem bastante inspiração de escape rooms como o Escape 60, e justamente por isso é bem apropriado para o VR.

Essa inspiração vai mais longe, no entanto. Se tem uma coisa que me incomoda nas escape rooms da vida real é o excesso de códigos e senhas que devem ser descobertos. Os puzzles de Dying: Reborn refletem isso. Boa parte deles envolve descobrir uma sequência de números para abrir maletas e/ou portas e dentro delas encontrar novos cadeados com novos códigos a serem solucionados.

Isso enfraquece o jogo. Os melhores momentos, como nos adventures antigos, são aqueles em que você percebe a utilidade daquele item enigmático, e é uma pena que o jogo não foque mais nesse tipo de quebra-cabeça. Inclusive, quando faz isso, ele lembra bastante o primeiro Resident Evil, inclusive no climão bacanudo. Claro, aqui não há monstros ou combate, mas você passava bem mais tempo no clássico da Capcom pensando do que atirando.

Mesmo nos capítulos que estão tanto na versão VR quanto na 2D, a coisa funciona melhor em 2D. Não que haja algum problema com a adaptação para VR propriamente dita, mas as coisas são melhor elaboradas no jogo principal.

Por exemplo, na versão VR do primeiro capítulo, você aperta um botão. Eu fiquei um bom tempo olhando todos os detalhes do cenário tentando descobrir o que aconteceu até descobrir que ele acendeu um abajur do outro lado da sala. No jogo principal, ao apertar o mesmo botão, a tela se divide, com parte dela mostrando o abajur.

Este tipo de detalhe deixa o jogo mais acessível, mais justo e mais divertido, ainda que no fator imersão ele ganhe bastante em VR. Isso não significa que ele é fácil em 2D. Pelo contrário, aliás. Vou te contar uma coisa, mas fica entre nós: embora eu tenha terminado a versão VR, eu travei na 2D. Tem um maldito código que eu simplesmente não consigo decifrar e até o momento em que escrevo esta resenha, não há guias para o jogo.

Para algumas pessoas, empacar em um puzzle é um desafio empolgante. Já eu, se não consigo solucionar algo num tempo apropriado, vou na internet procurar soluções. Sabendo da existência de pessoas como eu, que acredito que são a maioria, a Oasis Games poderia ter colocado um sistema de dicas no próprio jogo. Isso é algo comum no gênero, e o tornaria ainda mais acessível e garantiria que mais gente jogasse até o final sem precisar consultar o computador. Afinal, você ficar mais de uma hora sem fazer progresso nenhum e sem saber o que fazer não é algo que muita gente está disposta a encarar.

VR X 2D

Idealmente, a versão VR estaria inclusa no lançamento padrão, dando àqueles com o equipamento a opção de jogar os capítulos disponíveis em 2D ou em VR. Isso teria sido melhor do que vender os dois jogos separados. Eu tive acesso aos dois, mas caso tivesse optado por um, ao jogar o padrão, ia ficar querendo jogar em VR, e ao jogar em VR, ficaria frustrado por não ter a história e o jogo completo. Além disso, não há cross-save entre eles. Mesmo que você já tenha jogado o VR inteiro, precisa jogar de novo os capítulos em questão na versão padrão.

Dying: Reborn é um jogo bacana, mas tem bastante espaço para melhoras. Uma estratégia de lançamento mais bem pensada (consolidando as duas versões em uma, por exemplo) e um sistema de dicas internos faria horrores pelo jogo. O que temos aqui é legal, e é um dos raros exemplos atuais de um adventure de terror, mas nunca consegue alcançar todo seu potencial.

Leia mais sobre Dying, Oasis Games, PS4, Vita, PS VR, Adventure, Point and Click.






     
     
  
 

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