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Plataformas: Xbox One, PS4 e PC
Versão analisada: PS4
Desenvolvedora: Artefacts Studio
Editora: Microids
Ano: 3 de novembro de 2016 (PC), 24 de janeiro de 2017 (consoles)
Gênero: Corrida / Corridinha
Nota:



Moto Racer 4

Publicado em 7/2/2017 às 00:00


Correr em motos é bem mais emocionante do que correr em carros, não acha? Lembro de jogar o Moto GP no meu Xbox 360 e sofrer altas emoções com a visão em primeira pessoa.

Antes disso, passei muitas e muitas horas jogando Road Rash no Mega Drive, que foi um dos jogos que eu mais gostei na minha adolescência. Só que jogos de moto costumam ter um problema deveras irritante. Se você bater, seu personagem costuma sair voando. No Road Rash, por exemplo, você tem que esperar o carinha chegar no chão e voltar até a moto correndo. Nesse tempo era comum ser ultrapassado por todos os outros corredores. Nada legal. Este problema não existe em Moto Racer 4.

Aliás, o que temos aqui não é apenas um jogo de corrida, mas um jogo de motinho focado em desafios. Alguns deles são corridas e campeonatos. Outros são time trials ou objetivos mais lúdicos, como ultrapassar carros vermelhos pela direita e azuis pela esquerda. Com isso, Moto Racer 4 está entre um jogo de corrida tradicional e aquilo que eu costumo chamar afetuosamente de corridinha. Pense em um F-Zero e, se você ainda lembra dele (high five!), vai ter uma boa ideia de como é este aqui.

TRIALS EM 3D

O gameplay é bastante interessante. Há corridas no asfalto e na terra, e estas últimas são as mais legais, pois nelas saltos enormes são comuns, e você pode fazer divertidos truques no ar. Faça um com sucesso e, ao pousar, vai ganhar um boost. Também é possível ganhar este boost de outras formas, como bater com as duas rodas no chão ao mesmo tempo depois de um pulo. Impossível não lembrar de Trials, com a vantagem que a câmera atrás da moto (ou em primeira pessoa) torna tudo ainda mais emocionante.

A forma mais fácil e comum de ganhar este impulso, no entanto, também existe nas corridas no asfalto: basta empinar a sua moto segurando o botão X. E conforme você progride, vai ganhando novas habilidades, como um super-turbo caso você solte e aperte o botão X no momento correto.

VR-UM!

Se você estiver jogando no PS4, há um modo que utiliza o PS VR, mas ele está bem longe de roubar a cena, como em Resident Evil 7. Este modo não é compatível com a carreira, apenas com o quick play e, mesmo assim, só com duas opções específicas.

Em uma delas, você deve completar três voltas no tempo estabelecido. Na outra, tem um tempo para completar uma única volta, e pode tentar quantas vezes quiser. Apesar de já ser bem limitado em suas opções, o jogo fica ainda mais limitado no PS VR.

Os gráficos ficam totalmente pixelados, os cenários vão popando conforme você se aproxima deles e até o hud é mais limitado. O minimapa, por exemplo, some completamente, e você pode usar apenas a câmera em primeira pessoa. Assim, mesmo que você tenha um PS VR em casa, dificilmente vai usá-lo para mais de uma ou duas corridas antes de desligar e voltar para a carreira.

CARREIRA

Seus desafios são apresentados em uma espécie de mapinha. Conforme você os completa, vai ganhando estrelas e liberando os seguintes. Progressão normal de videogame, todos já vimos isso.

Curiosamente, o jogo tenta inovar na forma de interação. Ao escolher uma “fase”, você também deve escolher qual objetivo vai cumprir. Por exemplo, em uma corrida, escolha se vai chegar em terceiro, segundo ou primeiro, ganhando respectivamente uma, duas ou três estrelas por concluir cada um deles.

Só que é aí que o bicho pega. Enquanto o padrão nesses jogos é você receber a quantidade de estrelas de acordo com o desafio cumprido, aqui seu prêmio máximo é o que você escolheu. Por exemplo, escolhendo chegar em segundo e chegando em primeiro, vai faturar apenas duas estrelas. Agora o pior é se você escolher chegar em primeiro e acabar em segundo, não só não vai levar suas duas estrelas para casa, como vai receber três estrelas negativas, dificultando que você abra as fases seguintes até conseguir melhorar no desafio.

É uma forma chatinha de tentar estender a duração de um jogo que não tem muito conteúdo. Especialmente porque ele fica muito difícil muito rápido. Nas primeiras fases, eu estava faturando três estrelas e altas medalhas, mas não demorou para começar a sofrer até mesmo nos desafios de uma única estrela.

É uma pena, pois apesar de haver poucas pistas e você repetir cada uma delas à exaustão, o jogo é bem divertido. O controle da moto, em especial, é bem agradável e a música é bem legal, alternando faixas eletrônicas e rocks. O visual não vai impressionar ninguém, mas é interessante o suficiente, com cores bem vivas.

Com este salto na dificuldade e a necessidade de “adivinhar” qual objetivo você vai conseguir cumprir antes de jogar, Moto Racer 4 dá uma tremenda esfriada depois de seus primeiros capítulos. O que era um jogo empolgante, com progressão constante, se torna um grinding no qual você vai ter que repetir várias vezes cada um dos desafios até conseguir passar.

E é lógico que a Lady Murphy ataca forte no jogo, pois é altamente comum você chegar em primeiro quando aposta que vai chegar em segundo ou em segundo quando aposta que vai ser o primeirão. Eu cheguei a reprovar em um time trial por dois centésimos de segundo. Foi tão inacreditável que até coloquei a imagem na galeria para você rir da minha cara.

Moto Racer 4 poderia ser um jogo realmente legal se tivesse mais confiança no seu gameplay e apresentasse seus desafios da forma tradicional, dando ao jogador as estrelas apropriadas ao desafio cumprido, sem necessidade de escolher um antes. Ainda há alguma diversão por aqui, mas é difícil colocá-lo acima de um jogo nada.

Leia mais sobre Moto Racer, Microids, Artefacts Studio, Corrida, Moto, Bike, Xbox One, PS4, PC.






     
     
 

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