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Plataformas: Xbox One, PS4 e PC
Versão analisada: PS4
Desenvolvedora: Rooster Teeth Games
Editora: Rooster Teeth Games
Ano: 17 de janeiro de 2017 (consoles) e 5 de julho de 2016 (PC)
Gênero: Hack and Slash
Nota:



RWBY: Grimm Eclipse

Publicado em 22/1/2017 às 00:00


O mundo dos games carece de bons jogos no gênero hack and slash. Estes beat’em ups com espadas que foram tão populares na geração passada vêm rareando forte e, por ser um dos meus estilos de jogo preferidos, eu acabo indo com bastante sede ao pote cada vez que fico sabendo de um novo lançamento.

O assunto de hoje é baseado no desenho RWBY, da Rooster Teeth. Apesar de ter a estética de um animê, trata-se de uma animação norte-americana. O jogo é totalmente pensado para ser jogado em cooperativo online com quatro jogadores, e você pode escolher entre oito heróis para a porradaria.

NÃO JOGUE SOZINHO

Não demora para você perceber que, de fato, apenas faz sentido jogar Grimm Eclipse se você estiver acompanhado. As fases envolvem coisas como vencer várias ondas de inimigos ou carregar combustível para alimentar um carrinho enquanto vilões atacam.

Jogando sozinho, ao morrer você volta do checkpoint, que normalmente é no começo das ondas – bastante dolorido caso você morra na quinta onda. Jogando com uma galera, isso não se torna um problema. Ao perder toda sua energia, você fica imobilizado e pode ser salvo pelos seus trutas, ou então volta à vida sozinho após alguns segundos.

Uma coisa que o jogo tem de único é que a sua energia se renova sozinha. Esta habilidade, comum em jogos de tiro, é bastante inusitada em um beat’em up e deixa o ritmo do jogo bem diferente. Afinal, seu personagem é bem mais frágil. Com dois golpes bem dados, você já fica sem energia e é obrigado a fugir por alguns segundos até se curar.

Isso permite jogadas em equipe. Ao ser atingido, você pode gritar de forma altamente viril para o seu colega algo tipo “Pelas periquitas da calopsita, eu vou morrer, me protege, socorro!” e usar o sujeito como isca para os desafetos enquanto você se recupera. Isto é mais um aspecto que mostra como o jogo foi planejado para ser jogado com bróders.

HISTÓRIA E PORRADA

Se você é um fã da animação, tem algumas boas notícias aqui. Todos os atores reprisam seus papéis no jogo e a própria história é escrita pelos roteiristas do desenho. É um capricho considerável, especialmente considerando que a história é quase inexistente.

Não há nenhuma cutscene (nem tutoriais, por falar nisso) e toda a história é contada através de outros personagens que se comunicam com você durante a porradaria. Como normalmente você vai estar porrando uns monstrinhos e/ou conversando com seus colegas, dificilmente vai prestar atenção no contexto da coisa toda. Eu, pelo menos, joguei até o final e admito que não sei dizer o que diabos aconteceu na história.

O jogo é relativamente curto. Tem dez fases e um único chefe, e eu o terminei em uma única noite. Os cenários até são variados e esteticamente agradáveis, especialmente um passeio por um jardim com folhas vermelhas que parecem uma mistura de cerejeiras em flor com No Man’s Sky.

O combate não reinventa a roda. Você tem um ataque rápido e um forte, além da possibilidade de contra-atacar. Tem também um ataque de time, que pode ser feito quando um dos seus colegas tonteia um inimigo, permitindo que você o finalize com um simples apertar do R1.

Durante o jogo, você sobe de nível e ganha pontos que podem ser trocados por upgrades. Uma coisa curiosa é que, na tela entre fases, você não pode fazer os upgrades, apenas durante as fases. O lado ruim disso é que, os genéricos com quem você joga online costumam sair correndo na frente, como se estivessem fazendo um speedrun, então se você parar para upar enquanto joga online vai acabar perdendo um bom pedaço da fase.

Este é mais um motivo para jogar com amigos. Jogar com um conhecido já melhora bastante as coisas, pois vocês podem explorar juntos e já diminui consideravelmente a frustração de jogar sozinho. Jogar com quatro trutas deve ser bem mais legal, mas esta é uma experiência que eu não tive. Cheguei a jogar em quatro pessoas, mas com um colega e dois genéricos que saiam correndo na frente.

Uma coisa curiosa é que seu personagem vai atingir o nível máximo lá pela metade do jogo. Uma opção estranha dos desenvolvedores, talvez para incentivar que você troque de heróis no meio da história. O mais engraçado é que mais ou menos quando eu cheguei no máximo, a fase em que eu estava chamava End of the Line. Obviamente, eu deduzi que era a última, mas ainda tinha muito jogo pela frente. Se soubesse disso, realmente teria trocado de boneco.

ECLIPSE VERDE

Durante a jogatina, não parava de pensar como Grimm Eclipse me lembrava aquele jogo da Platinum das Tartarugas Ninja. Em outras palavras, ele até é divertido para jogar com amigos, mas mesmo assim não chega a empolgar muito.

RWBY: Grimm Eclipse é daqueles jogos para você jogar várias vezes com seus trutas, alternando com frequência entre os personagens. Só que o jogo não traz grandes incentivos para isso, e você provavelmente vai mudar para outro título logo. É uma pena, pois o mercado realmente carece de um bom hack and slash para a geração atual.

Leia mais sobre RWBY, Rooster Teeth, Hack and Slash.






     
     
  
 

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